Polícia prende em SP segundo suspeito pela morte de professor no Rio

A Polícia Civil localizou e prendeu em São Paulo o segundo suspeito de envolvimento no latrocínio do professor Carlos Eduardo Cerqueira, de 52 anos. O crime ocorreu no Centro do Rio de Janeiro quando a vítima voltava para casa.

Prisão de envolvido encerra busca por autores de ataque no Centro

O homem detido foi identificado pelas investigações como Adilson Bezerra dos Santos. Ele foi encontrado no dia 3 de outubro durante uma abordagem da Polícia Militar de São Paulo no bairro do Carandiru, na Zona Norte da capital paulista.

De acordo com os agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Adilson é apontado como o responsável direto pelas agressões físicas que causaram a morte do professor. O crime aconteceu no dia 24 de junho deste ano, em uma das ruas da região central carioca, rota diária de milhares de trabalhadores que retornam para suas residências ao final do expediente.

Após o ataque com socos e chutes, a vítima precisou ser socorrida com urgência. Carlos Eduardo foi levado às pressas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, unidade de emergência localizada no Centro do Rio. Ele ficou internado por mais de dois meses em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia 28 de agosto.

O que já se sabe sobre o crime e as investigações

A investigação conduzida pela equipe da Delegacia de Homicídios da Capital apurou que o ataque foi cometido por dois homens de forma combinada e violenta. O inquérito policial analisou imagens de câmeras de monitoramento instaladas nos arredores do ponto da agressão.

As imagens obtidas revelaram a ação covarde da dupla. Enquanto Adilson desferia as agressões contra o educador, o segundo suspeito, Vanderlei Mathias dos Santos, usava a câmera de um aparelho celular para registrar toda a violência. Logo depois de deixarem o professor caído no chão, os dois suspeitos ainda se cumprimentaram antes de fugir levando os pertences da vítima.

Com a identificação formal da dupla e a comprovação técnica dos fatos, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária de ambos à Justiça fluminense. Os mandados de prisão foram deferidos e emitidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no dia 30 de setembro.

Vanderlei Mathias dos Santos já havia sido retirado das ruas semanas antes. Ele estava preso desde o dia 12 de agosto deste ano por outro delito cometido na cidade. O mandado de prisão preventiva pelo latrocínio do professor foi cumprido formalmente dentro da própria unidade do sistema penitenciário onde ele já se encontrava recolhido.

Quem responde pelo caso na estrutura da segurança pública

O caso está sob responsabilidade exclusiva da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), unidade de elite da Polícia Civil fluminense situada na Barra da Tijuca, que apura crimes letais e latrocínios ocorridos na cidade do Rio. O delegado e os investigadores concluíram os trabalhos que apontaram a materialidade do crime.

A captura de Adilson em território paulista contou com a cooperação de forças da Polícia Militar de São Paulo, que efetuaram a abordagem preventiva e confirmaram o mandado pendente emitido pela Justiça do Rio de Janeiro. A polícia deve agora formalizar a transferência de Adilson para o sistema prisional fluminense, onde ele ficará à disposição das autoridades judiciais.

Como denunciar ações criminosas e foragidos no Rio

A colaboração da população é apontada pelas forças de segurança como uma ferramenta fundamental para identificar criminosos foragidos e prevenir novos delitos nas áreas centrais e nos bairros do subúrbio e da Baixada.

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: O contato por ligação telefônica ou WhatsApp é feito pelo número (21) 2253-1177. O atendimento é feito 24 horas por dia, todos os dias da semana, com garantia absoluta de sigilo do informante.
  • Atendimento via aplicativo: É possível enviar vídeos, fotos e informações textuais por meio do aplicativo “Disque Denúncia RJ”, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS.
  • Delegacia de Homicídios da Capital (DHC): Informações sobre crimes contra a vida também podem ser direcionadas diretamente à sede da delegacia, situada na Rua Bernardo de Vasconcelos, número 735, na Barra da Tijuca, ou por atendimento telefônico na Central de Atendimento ao Cidadão da Polícia Civil.
  • Casos de emergência: Em situações onde um crime estiver acontecendo no exato momento, a orientação é ligar diretamente para o número 190 da Polícia Militar.

O que fazer se você foi vítima de assalto na rua

Quem sofrer tentativa de assalto ou roubo pelas ruas da capital ou da Baixada Fluminense precisa registrar a ocorrência o quanto antes para alimentar a mancha criminal e orientar o policiamento do bairro.

O registro inicial pode ser feito em qualquer delegacia de polícia civil mais próxima do local do fato. No caso do Centro do Rio, os atendimentos presenciais ocorrem prioritariamente na 5ª DP (Mem de Sá) e na 4ª DP (Praça da República). Leve um documento oficial com foto e o número de série ou IMEI dos aparelhos eletrônicos que foram levados, caso possua essa anotação guardada em casa.

Se não houve violência física grave na hora do assalto, a vítima também pode optar pelo registro digital na Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, acessando o site oficial dedoc.pcerj.rj.gov.br. O boletim registrado pela internet tem validade oficial idêntica ao emitido presencialmente e permite acionar seguradoras e solicitar novos documentos pessoais nos postos de identificação civil.

Foto: CNN

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