A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira Alexandre Serra de Souza, conhecido como Xandão, na comunidade do Muquiço, Zona Norte do Rio. Ele é apontado como gerente do tráfico local e investigado pelo assassinato do policial civil Carlos Alberto Freire Neto.
Ação conjunta captura liderança do tráfico na Zona Norte
A captura mobilizou agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e da 59ª DP (Duque de Caxias). O cerco contou com informações de inteligência fornecidas pelo setor de inteligência do 9º Batalhão de Polícia Militar (Rocha Miranda).
Segundo a corporação, o suspeito não reagiu no momento da abordagem. Contra ele, os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça pelos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O homem foi transferido para a delegacia e, em seguida, será encaminhado ao sistema prisional do estado. Ele permanecerá recolhido em uma unidade de custódia à disposição das autoridades judiciais enquanto as apurações continuam.
O que já se sabe sobre o caso
O ataque contra o policial civil Carlos Alberto Freire Neto aconteceu no dia 8 de julho. Na ocasião, homens armados atiraram contra uma viatura da polícia que trafegava pelas imediações da Avenida Brasil durante diligências oficiais.
O agente foi atingido no interior do veículo de serviço e não sobreviveu aos ferimentos. Desde o episódio, a DHBF abriu inquérito para identificar cada um dos participantes da emboscada contra a equipe.
As investigações apontam que Xandão exercia função direta no comando das bocas de fumo do Muquiço. O inquérito tenta agora esclarecer se ele participou diretamente dos disparos ou se deu a ordem para atacar os policiais que passavam pela região.
Como fica a rotina na região
A comunidade do Muquiço fica próxima a importantes eixos viários entre Guadalupe e Marechal Hermes, na Zona Norte. Motoristas que circulam pela Avenida Brasil e pelas vias de acesso ao bairro devem redobrar a atenção, já que o policiamento ostensivo costuma ser reforçado após prisões de chefias locais.
Até a publicação desta reportagem, as linhas de ônibus municipais que atendem o entorno seguiam operando sem desvios emergenciais. As unidades de ensino da rede pública e as Clínicas da Família da região também mantiveram o funcionamento regular durante a tarde.
Comerciantes locais relatam apreensão comum após incursões policiais de grande porte. No entanto, o comando do batalhão de área afirmou que as viaturas continuam patrulhando os acessos para evitar tentativas de retaliação ou bloqueios de ruas por criminosos.
Quem responde pela investigação
O caso está sob responsabilidade formal da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que cuida das apurações sobre a morte violenta do agente da corporação. A unidade atua com apoio de equipes operacionais da 59ª DP.
O comando do 9º Batalhão de Polícia Militar segue como responsável pela contenção preventiva nas comunidades da Zona Norte, incluindo o Muquiço e áreas vizinhas. Os militares mantêm o monitoramento diário para reprimir disputas territoriais armadas.
A Polícia Civil informou que novas diligências podem ocorrer a qualquer momento para localizar outras armas e prender demais integrantes do bando envolvidos no ataque armado de julho.
Como denunciar
Quem tiver informações sobre foragidos da Justiça, depósitos clandestinos de armamento ou movimentações suspeitas na região pode acionar os canais anônimos do Estado:
- Disque Denúncia do Rio: telefone ou WhatsApp no número (21) 2253-1177. O atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, sem necessidade de se identificar.
- Polícia Militar: acione o telefone 190 para emergências, bloqueio de vias ou tiroteios em andamento.
- Atendimento presencial: ocorrências e denúncias também podem ser formalizadas diretamente no plantão da 59ª DP (Duque de Caxias) ou na delegacia da área mais próxima da sua residência.














