Polícia prende idoso condenado por estupro no Vidigal, Zona Sul

A Polícia Civil prendeu Marco Antonio Mendes de Araujo, de 68 anos, na praça principal do Vidigal, Zona Sul do Rio, na manhã desta sexta-feira. Ele foi condenado definitivamente por estupro de vulnerável e estava foragido da Justiça.

Condenação definitiva por estupro de vulnerável leva idoso para a cadeia

A captura foi realizada por agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual, a DC-Polinter. Os policiais realizavam diligências de rotina na comunidade para localizar pessoas sentenciadas que continuavam circulando livremente pelas ruas.

A ordem de prisão definitiva foi expedida pela 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Isso significa que o processo transitou em julgado e não cabe mais nenhum recurso sobre a condenação.

Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o sentenciado ainda tem 14 anos, quatro meses e 24 dias de prisão para cumprir em regime totalmente fechado. Após a abordagem na praça, os agentes levaram o homem até a sede da especializada para formalizar o cumprimento do mandado judicial.

O preso passou pelos exames de praxe no Instituto Médico Legal e seguiu para o sistema penitenciário estadual. A transferência encerra uma busca judicial por cumprimento de pena que tramitava na vara especializada da capital fluminense.

O que já se sabe sobre o caso

O caso envolve a condenação criminal transitada em julgado por violência sexual contra menor, tipificada no Código Penal como estupro de vulnerável. Os detalhes da investigação inicial correm sob segredo de justiça no Judiciário para resguardar a integridade da vítima envolvida.

A operação que localizou Marco Antonio na praça do Vidigal faz parte de uma força-tarefa contínua da DC-Polinter. O setor é responsável por cruzar dados de bancos nacionais de mandados com informações de inteligência para tirar condenados das ruas da cidade.

Segundo os agentes que atuaram na ocorrência, a abordagem ocorreu sem tiroteio ou resistência armada. Não houve impacto no trânsito da Avenida Niemeyer nem interrupção nas linhas de vans e mototáxis que atendem aos moradores do Vidigal.

Como denunciar foragidos da Justiça no Rio

A população pode colaborar de forma segura para retirar da rua pessoas com mandados de prisão pendentes. O principal canal de comunicação com as autoridades é o serviço do Disque Denúncia do Rio de Janeiro.

Para repassar qualquer informação sobre foragidos, o cidadão pode ligar para o telefone fixo ou mandar mensagem de WhatsApp pelo número (21) 2253-1177. O atendimento funciona durante as 24 horas do dia em todos os dias da semana.

O sigilo da ligação é garantido por lei e a pessoa não precisa falar o próprio nome. Quem preferir usar a internet pode registrar a informação diretamente na página virtual do Disque Denúncia ou pelo aplicativo oficial para celulares.

O que fazer se você foi vítima de violência sexual

A orientação das autoridades é procurar atendimento médico e registrar a ocorrência o mais rápido possível para garantir a coleta adequada de provas periciais. Na cidade do Rio, a rede pública conta com apoio especializado para acolher as famílias.

Casos que envolvem crianças e adolescentes devem ser levados imediatamente a uma unidade da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, a DCAV, ou à delegacia de bairro mais próxima da residência. A Delegacia de Atendimento à Mulher, a Deam, também presta socorro especializado em casos de violência de gênero.

O boletim pode ser aberto em qualquer unidade da Polícia Civil. Se a vítima for menor de idade, o Conselho Tutelar da região deve ser acionado para acompanhar todas as etapas de atendimento médico, psicológico e assistencial na rede de saúde pública municipal.

Quem responde por isso na estrutura policial

A ação foi executada diretamente pelos policiais da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual, unidade responsável pelo cumprimento de sentenças e capturas estratégicas na Baixada Fluminense e na capital. A sede da especializada cuida dos trâmites burocráticos de transferência para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

A fiscalização de cumprimento da pena passa agora para a Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio. Caberá ao juízo de execuções acompanhar o tempo de reclusão restante de mais de 14 anos determinado pela condenação inicial.

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