A Polícia Civil prendeu duas pessoas suspeitas de aliciar crianças e adolescentes para exploração sexual na cidade do Rio de Janeiro. A ação interrompeu abusos cometidos na residência de um professor e mira desarticular o esquema na região.
Esquema de aliciamento de menores e atuação policial na capital
Agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro cumpriram mandados de prisão preventiva após investigação sobre aliciamento de menores. De acordo com a polícia, os dois detidos eram os responsáveis diretos por atrair as vítimas para o imóvel.
A investigação aponta que a residência utilizada para a prática criminosa pertencia a um professor da rede de ensino. Os policiais recolheram materiais eletrônicos e documentos no endereço para identificar a extensão dos abusos cometidos e se há outros participantes envolvidos.
As vítimas identificadas pelas equipes foram encaminhadas para atendimento psicológico e médico imediato. O trabalho integrado com a rede de proteção à infância busca acolher as famílias e garantir acompanhamento contínuo aos menores de idade atingidos pelo esquema criminoso.
O que já se sabe sobre as prisões
Os policiais civis monitoraram os passos da dupla antes de realizar o cerco definitivo e cumprir as ordens judiciais. Segundo a corporação, os detidos responderão pelos crimes de aliciamento e facilitação de exploração sexual de vulneráveis.
A polícia não divulgou a identidade das crianças para preservar integralmente a intimidade e integridade dos jovens, conforme determinação legal. Os aparelhos celulares e computadores apreendidos na residência passam por perícia técnica no Instituto de Criminalística Carlos Éboli.
Os laudos dos peritos devem indicar se existia compartilhamento de imagens ou gravação dos abusos nas redes sociais. A apuração continua para esclarecer se mais adultos participavam do encontro ilegal organizado na residência investigada.
Quem responde por isso
O caso está sob responsabilidade das equipes especializadas da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Os policiais civis coordenam a checagem de testemunhos e denúncias protocoladas contra o endereço.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro acompanha o andamento do inquérito policial para formalizar a denúncia na Justiça. As secretarias de educação e assistência social também acompanham a ocorrência caso surjam vínculos institucionais das pessoas autuadas com escolas locais.
Os dois homens presos foram encaminhados diretamente ao sistema penitenciário de Benfica, na Zona Norte da capital. Eles aguardam a realização da audiência de custódia perante o Poder Judiciário fluminense.
Como denunciar casos de abuso e exploração
Qualquer cidadão que tenha informações sobre esquemas semelhantes ou abusos contra crianças e adolescentes pode acionar as autoridades de forma totalmente anônima. Manter a denúncia ativa é fundamental para interromper crimes contra menores.
- Disque Denúncia do Rio: Ligue para o número (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, com sigilo garantido.
- Disque 100: Canal federal gratuito dos Direitos Humanos para denúncias de violações contra crianças.
- Polícia Militar: Em caso de flagrante ou risco iminente, acione imediatamente o telefone de emergência 190.
- Delegacia Online: Registros preliminares podem ser efetuados pelo portal oficial da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
O que fazer se você foi vítima ou suspeita de aliciamento
Responsáveis legais que suspeitarem de abordagens inadequadas contra seus filhos devem procurar o Conselho Tutelar mais próximo de seu bairro. Os conselheiros prestam orientação imediata sobre como proceder em relação à segurança dos estudantes.
Para fazer o registro oficial da ocorrência, pais ou tutores precisam comparecer a uma delegacia de polícia civil munidos de certidão de nascimento ou documento de identidade da vítima, além de comprovante de residência. Mensagens de texto, prints de conversas virtuais e dados de trajetos servem como provas essenciais.
O acolhimento especializado pode ser solicitado na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, localizada no Centro do Rio, na Rua Dom Manuel. O espaço conta com profissionais treinados para escuta especializada sem revitimizar a criança.














