Polícia prende dois foragidos por crimes graves em Guaratiba

A Polícia Civil prendeu dois foragidos da Justiça na tarde de quarta-feira (7), no bairro de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. Os homens responderão por crimes de estupro de vulnerável e agressão grave.

Condenados por estupro e lesão corporal são localizados pela DC-Polinter

Agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual, a DC-Polinter, realizaram diligências separadas no bairro para cumprir ordens judiciais definitivas. A região de Guaratiba, com áreas residenciais extensas e rotas de acesso para o restante da Zona Oeste, vinha sendo monitorada pelos policiais civis após cruzamento de endereços e dados cadastrais.

O primeiro preso foi identificado como Jorge Ricardo Rodrigues de Oliveira. Contra ele, os agentes cumpriram um mandado de prisão definitiva expedido pela 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital. O documento decorre de condenação sem possibilidade de novos recursos por estupro de vulnerável.

Segundo o mandado judicial, o homem ainda tem uma pena remanescente de 18 anos, um mês e 23 dias de reclusão. Ele deverá cumprir o período restante inicialmente em regime fechado. A equipe da DC-Polinter utilizou monitoramento de inteligência e checagem de vínculos para descobrir onde o condenado estava escondido.

Na mesma tarde e durante outra ação na localidade, os policiais capturaram Sidney de Souza Vargas. Contra ele, constava um mandado expedido pela Vara de Execuções Penais da Capital por condenação definitiva pelo crime de lesão corporal de natureza grave. A Justiça fluminense determinou a regressão cautelar de regime para o semiaberto.

Depois das capturas pelas ruas do bairro, os dois homens foram conduzidos até a sede policial para a formalização dos registros. De acordo com a Polícia Civil, os detidos passaram pelos procedimentos de praxe e foram encaminhados para o sistema penitenciário do estado, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.

O que já se sabe sobre as ações

As duas prisões não ocorreram no mesmo ponto, mas fizeram parte de um pacote de operações da unidade especializada dentro de Guaratiba. O bairro tem grande extensão territorial e costuma ser rota usada por pessoas que tentam escapar de mandados judiciais em áreas centrais da cidade.

A Polícia Civil não registrou confronto nem disparos de arma de fogo durante as abordagens na tarde de quarta-feira. O trânsito de veículos e as linhas de ônibus municipais que atendem a Estrada da Matriz e a Estrada do Magarça funcionaram normalmente durante as diligências da equipe.

Quem responde por isso na região

O cumprimento dos mandados foi responsabilidade direta da DC-Polinter, unidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro especializada em capturar foragidos. As ordens partiram de duas varas distintas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro: a 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente e a Vara de Execuções Penais.

Na rotina de patrulhamento preventivo em Guaratiba, o policiamento ostensivo cabe ao 27º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Santa Cruz. Os registros comuns do dia a dia no bairro são feitos na 43ª Delegacia de Polícia (Guaratiba), que atende a população local.

O que fazer se você foi vítima

Pessoas que sofreram qualquer tipo de violência física ou crime sexual devem procurar atendimento imediato para garantir proteção e medidas legais. O primeiro passo é registrar a ocorrência em uma unidade policial para que a Justiça possa expedir ordens de restrição ou prisão contra os autores.

No caso de crimes sexuais e de violência doméstica, a mulher pode buscar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher mais próxima. O atendimento funciona em regime de 24 horas todos os dias da semana. Veja os canais:

  • DEAM de Campo Grande: Rua Maria Tereza, 45, Campo Grande. Telefone: (21) 2332-7517.
  • Registro online: Casos de lesão corporal simples e ameaça podem ser registrados no site da Delegacia Online da Polícia Civil (dedic.pcerj.rj.gov.br).
  • Emergência imediata: Em situações de agressão no momento em que acontecem, acione a Polícia Militar pelo telefone 190.

Como denunciar foragidos da Justiça

A localização de pessoas procuradas pela Justiça depende frequentemente da colaboração dos moradores. Informações sobre esconderijos, rotas de fuga ou paradeiro de condenados podem ser passadas às autoridades sem necessidade de identificação pessoal.

O Disque Denúncia do Rio de Janeiro recebe dados de forma totalmente anônima, sem gravar chamadas ou solicitar o nome de quem liga. O serviço funciona 24 horas por dia e repassa as informações diretamente para as delegacias especializadas, como a DC-Polinter:

  • Telefone ou WhatsApp: (21) 2253-1177.
  • Custo da ligação: Tarifa de ligação local, disponível para fixo e celular.
  • Aplicativo oficial: “Disque Denúncia RJ”, disponível para download em celulares Android e iPhone.
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