Polícia prende 5 suspeitos de tráfico no Castelar em Belford Roxo

Cinco homens foram presos em uma ação contra o tráfico de drogas na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na tarde de terça-feira (3). A incursão mirou pontos de venda que funcionavam na região.

Ação da Polícia Civil atinge pontos de venda de drogas no Castelar

Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF) entraram na comunidade com o objetivo de frear o comércio ilegal e cumprir ordens judiciais. A movimentação fez parte da chamada Operação Contenção.

Segundo a corporação, quatro dos detidos são suspeitos de integrar diretamente a estrutura da facção criminosa Comando Vermelho no morro. Eles atuavam no esquema do varejo como vapores, que vendem as cargas aos usuários, e olheiros ou radinhos, que monitoram a chegada das viaturas com aparelhos comunicadores.

Entre os capturados no local está João Vitor da Silva de Almeida, apontado pelos agentes como o “Orelha”. Contra ele já havia um mandado de prisão preventiva em aberto, expedido pela própria delegacia especializada da Baixada Fluminense após investigações anteriores.

Um quinto homem acabou levado para a viatura após tentar impedir a ação dos policiais civis durante a prisão de um dos alvos. Ele não tinha mandado prévio, mas recebeu voz de prisão e foi autuado em flagrante na sede policial pelos crimes de resistência e desacato.

Durante as buscas nos dois pontos identificados pelos investigadores, as equipes apreenderam farta quantidade de entorpecentes prontos para a venda, rádios transmissores usados no alerta das bocas e celulares. A quantidade exata em quilos e o valor estimado do material não foram divulgados pela corporação.

O que já se sabe sobre a apuração policial

O inquérito da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense revelou que o grupo mantinha bocas de fumo espalhadas por locais estratégicos da comunidade. Em alguns casos, a comercialização acontecia bem perto de prédios da administração pública e de unidades das forças de segurança.

Os relatórios de inteligência mostram que o esquema tem divisão bem definida de tarefas na comunidade. Existem gerentes locais, responsáveis por estocar as cargas, e operadores financeiros encarregados de repassar o dinheiro recolhido para os chefes de escalões superiores da facção.

A Polícia Civil informou que o material apreendido, especialmente os aparelhos de telefone celular, será periciado. Os investigadores esperam descobrir novas rotas de abastecimento de drogas e armamentos que entram no município de Belford Roxo vindos de outros pontos do estado.

Como fica a rotina dos moradores na região

Quem precisa circular pelo Castelar e pelos bairros vizinhos deve manter a atenção redobrada nos deslocamentos. Embora a incursão pontual tenha terminado no fim da tarde de terça-feira, o policiamento ostensivo costuma ficar em alerta nas imediações da comunidade para evitar retaliações ou novos confrontos.

As principais linhas de ônibus que passam pelas avenidas do entorno e ligam o centro de Belford Roxo a municípios vizinhos, como Nova Iguaçu e São João de Meriti, operam normalmente. O comércio de rua e os serviços essenciais nos acessos do bairro funcionam sem registros de paralisação ordenada.

Moradores que dependem de postos de saúde ou escolas da rede municipal devem acompanhar comunicados das secretarias locais caso haja novas operações programadas para a região nos próximos dias.

Como denunciar ações criminosas na Baixada Fluminense

A população pode ajudar o trabalho de segurança com informações sobre esconderijos de armas, rotas de fuga ou chefias do tráfico de drogas sem precisar se identificar. O canal oficial para repassar pistas é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro.

As denúncias podem ser feitas pelo telefone (21) 2253-1177, que funciona com ligação gratuita e atendimento 24 horas por dia. O serviço garante o anonimato absoluto de quem liga. Também é possível enviar relatos, fotos e vídeos por meio do aplicativo oficial do Disque Denúncia RJ ou pelo serviço de mensagem no WhatsApp oficial do programa, no número (21) 98849-6099.

Para quem preferir comparecer presencialmente a uma unidade policial, a sede da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF) fica na Cidade da Polícia da Baixada, no centro de São João de Meriti, e atende ocorrências de combate ao tráfico em toda a região metropolitana da Baixada.

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