“Descaso total. Todos os dias perdemos pessoas por essa maldita linha. Até quando?”, disse uma pessoa da família que não quis se identificar. A morte do motociclista Victor Hugo Silva, de 38 anos, que teve o pescoço cortado por uma linha chilena enquanto passava pela Avenida Brasil, trecho de Realengo, na Zona Oeste, causou revolta em seus familiares. O incidente aconteceu na tarde de domingo (16).
Uma parente, que preferiu não ser identificada, contou que Victor trabalhava como motociclista de aplicativo. A familiar reclamou sobre o uso do material cortante e a dificuldade de encontrar a pessoa responsável por utilizá-lo.
Além de motociclista por aplicativo, Victor também trabalhava em uma fábrica de uma loja de acessórios de luxo. A vítima deixou quatro filhos. Ainda não há informações sobre seu enterro.
“Era um homem honesto, trabalhador, responsável e um pai incrível que não merecia um final de vida assim. Estão todos destruídos. Ninguém imaginava o fim assim para um homem tão incrível como ele”, finalizou a familiar.
A comercialização, o uso, o porte e a posse da substância conhecida como cerol e da linha chilena, além de qualquer outro produto utilizado na prática de soltar pipas que possua elemento cortante, é proibida por lei estadual.
O Disque Denúncia, por meio do programa Linha Verde, pede ajuda nas denúncias sobre locais que fabricam e comercializam os produtos. O anonimato é garantido e as informações podem ser repassadas para os números 2253 1177 ou 0300 253 1177.
Além da lei, o uso e o comércio da linha chilena também é considerado crime com pena de três meses a um ano de detenção. O produto é considerado quatro vezes mais perigoso do que o cerol, podendo até cortar fiação elétrica.
A morte de Victor é investigada pela 33ª DP (Realengo). Segundo a Polícia Civil, a perícia foi solicitada para o local e diligências estão em andamento para esclarecer todos os fatos.














