Polícia investiga morte de menino de 3 anos atropelado em Mesquita

A Polícia Civil investiga a morte de um menino de apenas 3 anos, atingido por uma motocicleta na segunda-feira, dia 21, no bairro Coreia, em Mesquita, Baixada Fluminense. O caso gerou comoção entre os moradores da região.

A criança chegou a ser socorrida por familiares e populares, sendo levada para uma unidade de saúde do município, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e teve o óbito confirmado no local de atendimento.

Inquérito apura atropelamento de criança no bairro Coreia

A 53ª Delegacia Policial de Mesquita abriu um inquérito para apurar todas as circunstâncias do atropelamento. A investigação começou logo após a unidade de saúde encaminhar o pedido formal de remoção do corpo do menino para o Instituto Médico Legal da região.

Os agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro iniciaram as diligências para identificar o condutor do veículo e esclarecer a velocidade em que a moto trafegava. O delegado responsável pelo caso, Sandro Caldeira, informou que a equipe está buscando imagens de câmeras de segurança e ouvindo testemunhas que presenciaram a colisão na comunidade da Coreia.

O objetivo é determinar se houve imprudência, negligência ou omissão de socorro por parte do motociclista envolvido no acidente. A apuração vai reconstruir o trajeto do veículo antes e depois do impacto.

Moradores cobram fiscalização na Rua Antônio Rodrigues

Quem vive na região da Coreia relata que o excesso de velocidade por parte de motociclistas é um problema recorrente. Moradores afirmam que muitas crianças costumam brincar na Rua Antônio Rodrigues e em vias transversais, onde a circulação de veículos deveria ocorrer em velocidade reduzida.

Nas redes sociais e em conversas no bairro, vizinhos pedem a instalação de quebra-molas, sinalização adequada e maior presença da guarda municipal e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Segundo relatos dos residentes, algumas motos passam pelo trecho residencial a mais de 60 quilômetros por hora, colocando em risco idosos e crianças que circulam pelas calçadas e travessias.

A população local pede conscientização dos condutores que moram ou passam pela área. A reivindicação principal é para que respeitem os limites de velocidade nas ruas internas dos bairros da Baixada Fluminense, evitando novas tragédias.

Como fica a região nos próximos dias

A rotina do bairro Coreia segue abalada pela tragédia. Moradores organizam pedidos de melhorias viárias junto à prefeitura de Mesquita para garantir a segurança dos pedestres nas vias internas. A comunidade planeja solicitar redutores de velocidade para conter a circulação em alta velocidade.

Enquanto as investigações prosseguem, o policiamento ostensivo e as fiscalizações de trânsito na região podem ser reforçados por determinação das autoridades locais. Os moradores esperam que as medidas ajudem a evitar que outros acidentes aconteçam no trecho.

A circulação de pedestres na Rua Antônio Rodrigues exige atenção dobrada de pais e responsáveis, principalmente nos horários de saída escolar e no fim da tarde, quando o fluxo de motos e veículos de entrega aumenta nas ruas do bairro.

Outros casos recentes na Região Metropolitana

O caso em Mesquita reflete uma sequência de acidentes envolvendo crianças e veículos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro nos últimos meses. No dia 30 de agosto, uma menina de 3 anos foi atropelada por uma moto sem placa, na contramão, na Rua Dona Zulmira, no Maracanã, Zona Norte da capital. O condutor fugiu sem prestar socorro, e a vítima precisou ser levada para o Hospital Municipal Souza Aguiar.

Em 19 de agosto, outra criança, de 11 anos, acabou atingida por uma moto na calçada ao sair da aula de dança na Rua Uberaba, no Grajaú. A menina sofreu cortes, hematomas e uma pequena lesão no pulmão devido ao impacto do veículo em alta velocidade.

Já em junho, o menino Theo Fernandes Motta, de 9 anos, morreu após ser atropelado por um ônibus na Avenida Itararé, no Complexo do Alemão. Ele estava em uma bicicleta elétrica conduzida pelo avô quando ocorreu o acidente. O garoto foi levado à Unidade de Pronto Atendimento do Alemão, mas não resistiu aos ferimentos.

Como denunciar abusos no trânsito

Para denunciar infrações graves, rachas, manobras perigosas ou condutores embriagados e sem habilitação na sua região, a população pode utilizar os canais oficiais de denúncia no Estado do Rio de Janeiro.

  • Disque Denúncia: Ligue para o telefone (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, aceita chamadas de todo o estado e garante o anonimato absoluto do denunciante.
  • Aplicativo Disque Denúncia RJ: Disponível para celulares, permite o envio de fotos, vídeos e informações sobre locais de risco e condutas ilícitas no trânsito.
  • Atendimento à PM: Em casos de emergência ou flagrante de perigo iminente na via pública, acione diretamente a Polícia Militar pelo telefone 190.
  • 53ª DP (Mesquita): Informações que ajudem a esclarecer o caso do bairro Coreia podem ser entregues diretamente na sede da delegacia da cidade ou pelo telefone da unidade.

O que fazer se você for vítima de acidente

Em situações de atropelamento ou colisão no trânsito, é fundamental seguir alguns passos para garantir o atendimento médico e o registro legal do fato pelas autoridades competentes.

  1. Socorro imediato: Chame o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192 ou o Corpo de Bombeiros Militar pelo 193 antes de mover a vítima.
  2. Preservação do local: Se possível, não mova os veículos envolvidos até a chegada da perícia da Polícia Civil ou da Polícia Militar, pois isso ajuda a identificar os responsáveis.
  3. Registro da ocorrência: O Boletim de Ocorrência deve ser feito na delegacia do bairro onde o fato aconteceu ou por meio do sistema da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
  4. Documentação: Guarde laudos médicos, prontuários de atendimento hospitalar e nomes de testemunhas. Esses documentos são indispensáveis para os desdobramentos policiais e judiciais.
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