A Polícia Civil realizou uma operação nesta segunda-feira (19) para tentar prender o suspeito de atirar contra uma idosa de 81 anos durante um assalto no Leblon, na Zona Sul do Rio. Agentes cumpriram mandados judiciais no Morro da Coroa, na região central.
O crime aconteceu no dia 15 de outubro na Avenida General Venâncio Flores, uma das vias mais movimentadas do bairro. A vítima, identificada como a arqueóloga Tânia Andrade de Lima, foi abordada com violência e os criminosos dispararam três vezes contra ela.
Operação mira homem apontado em ataque a idosa na Zona Sul
As investigações conduzidas pela 14ª DP (Leblon) identificaram James Dean Chagas Lindoso, conhecido pelo apelido de Dean, como um dos participantes do crime. Segundo as informações da polícia, os agentes mapearam endereços ligados ao investigado a partir de dados colhidos pelo setor de inteligência.
A ofensiva mobilizou equipes da 14ª DP, com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e da Direção-Geral de Polícia Civil (DGPC). O foco das buscas foi o Morro da Coroa, localizado entre Santa Teresa e o Catumbi, área dominada pela facção criminosa Comando Vermelho.
Em um dos pontos vasculhados pela polícia, os agentes localizaram parentes do suspeito. No local, foram apreendidos aparelhos de telefone celular e outros objetos de interesse policial, que agora passam por perícia técnica. O suspeito principal não havia sido localizado até o encerramento da incursão.
O que já se sabe sobre o crime e a investigação
O ataque chocou os moradores do Leblon pela violência dos criminosos em plena luz do dia. A vítima caminhava pela Avenida General Venâncio Flores quando foi encurralada pela quadrilha. Mesmo diante de uma mulher idosa, os criminosos atiraram três vezes antes de fugir do local.
A investigação aponta que James Dean faz parte de um grupo especializado em praticar roubos em série nos bairros da Zona Sul. De acordo com a Polícia Civil, os bandidos monitoravam a circulação de pedestres em áreas nobres para abordar vítimas desatentas e tomar relógios, joias e bolsas.
A polícia tenta agora identificar os outros integrantes da quadrilha que estavam com o suspeito no momento dos disparos. Além disso, a delegacia do bairro apura se o mesmo grupo tem ligação com outros roubos a pedestres ocorridos recentemente na orla e nas ruas internas de Ipanema e do Leblon.
Como denunciar o suspeito foragido
Quem tiver informações sobre o paradeiro de James Dean Chagas Lindoso ou sobre outros envolvidos no ataque à idosa pode ajudar a polícia de forma totalmente anônima. A população não precisa se identificar para passar pistas seguras aos investigadores.
- Disque Denúncia: Ligue para o número (21) 2253-1177. O serviço atende chamadas telefônicas 24 horas por dia.
- WhatsApp do Disque Denúncia: É possível mandar mensagens, fotos e vídeos pelo número (21) 2253-1177.
- Aplicativo: O cidadão pode baixar o app “Disque Denúncia RJ” e enviar o relato pelo celular.
- 14ª DP (Leblon): A delegacia fica localizada na Rua Humberto de Campos, número 315, no Leblon.
O que fazer se você foi vítima de assalto na Zona Sul
Quem sofrer abordagens violentas ou roubos na rua deve procurar imediatamente a delegacia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência. O registro oficial é fundamental para que a Polícia Civil monte mapas da mancha criminal e identifique quadrilhas em ação.
A vítima também pode fazer o registro sem sair de casa pela internet, através do portal da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Para concluir o formulário online, é necessário informar o número do CPF, dados pessoais, o local exato do ocorrido, o horário aproximado e a descrição detalhada dos objetos levados ou das características físicas dos criminosos.
Nos casos em que há feridos, a orientação das autoridades é buscar atendimento médico imediato nas unidades públicas de saúde mais próximas, como a UPA de Copacabana ou o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, antes de prestar depoimento.
Quem responde pelo caso e os próximos passos
O caso está sob responsabilidade do delegado titular da 14ª DP (Leblon). Foi a unidade policial que pediu a prisão cautelar e os mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Rio.
O patrulhamento ostensivo preventivo nas ruas do bairro é realizado diariamente pelo 23º Batalhão de Polícia Militar (Leblon). Após o ataque contra a idosa, moradores e comerciantes da região cobraram maior presença de viaturas e rondas de agentes de moto nas esquinas das avenidas General Venâncio Flores, Ataulfo de Paiva e Delfim Moreira.
A perícia nos celulares recolhidos no Morro da Coroa deve revelar mensagens e dados que mostrem as rotas de fuga utilizadas pelos assaltantes e indiquem onde o foragido está escondido. A Polícia Civil informou que novas incursões não estão descartadas para capturar todos os envolvidos na ação criminosa.
Foto: R7 Rio (raspagem)















