Polícia caça suspeito de balear arqueóloga de 81 anos no Leblon

A Polícia Civil fez uma operação para prender o suspeito de atirar três vezes contra a arqueóloga Tânia Andrade Lima, de 81 anos, no Leblon. O crime aconteceu após a idosa sacar dinheiro em uma agência bancária.

Operação no Morro da Coroa mira grupo que ataca na Zona Sul

Agentes da 14ª DP (Leblon) subiram o Morro da Coroa, no Catumbi, Região Central da cidade, para tentar capturar James Dean Chagas Lindoso, conhecido pelo apelido de Dean. Ele é apontado pelas investigações como um dos autores da tentativa de latrocínio contra a professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O suspeito não foi encontrado durante as buscas na comunidade. Apesar disso, os policiais civis revistaram um imóvel ligado a familiares dele. No endereço, as equipes recolheram aparelhos celulares e materiais que serão analisados pelos peritos para ajudar a mapear a rota de fuga da quadrilha.

Segundo a polícia, Dean faz parte de um bando especializado em assaltos nas ruas da Zona Sul do Rio. O objetivo agora é identificar o comparsa que pilotava a moto no momento da ação e checar o envolvimento dessa mesma dupla em outros assaltos semelhantes no bairro.

Como aconteceu o crime na Avenida General Venâncio Flores

O assalto aconteceu na última quinta-feira, logo depois que a arqueóloga saiu de uma agência bancária no Leblon. A vítima tinha acabado de sacar cerca de R$ 3 mil e caminhava pela Avenida General Venâncio Flores quando foi abordada pelos criminosos na modalidade conhecida como saidinha de banco.

De acordo com os relatos colhidos pelos investigadores, dois homens em uma motocicleta monitoraram os passos da idosa desde a agência. Um deles desceu do veículo, abordou Tânia e tentou arrancar seus pertences. A professora tentou segurar a bolsa para evitar o roubo.

Durante a abordagem violenta, o assaltante derrubou e arrastou a mulher pelo chão da calçada. Em seguida, ele efetuou três disparos de arma de fogo contra a vítima. O criminoso subiu na garupa da moto pilotada pelo comparsa e fugiu levando a bolsa com o dinheiro sacado e o telefone celular. Tânia foi socorrida e, conforme as últimas informações médicas, o quadro de saúde dela permanece estável.

O que já se sabe sobre a investigação

O caso está registrado como tentativa de latrocínio na delegacia do bairro. A polícia trabalha com a confirmação de que os bandidos tinham informações sobre o saque em dinheiro feito minutos antes pela arqueóloga.

Câmeras de segurança de prédios residenciais e de estabelecimentos comerciais da Avenida General Venâncio Flores foram recolhidas pelos policiais civis. As imagens ajudaram a confirmar a placa adulterada ou as características da moto utilizada pelos criminosos na fuga em direção às vias de acesso rápido.

A investigação também apura se funcionários de bancos ou olheiros no entorno da agência bancária repassaram detalhes sobre a quantia retirada pela idosa. A linha principal aponta para um grupo que monitora clientes vulneráveis que fazem movimentações no caixa eletrônico.

O que fazer se você foi vítima de saidinha de banco

Quem passar por situações de roubo na saída de agências bancárias deve registrar a ocorrência imediatamente. O procedimento ajuda a polícia a traçar mapas de calor e reforçar o policiamento nas áreas onde os criminosos costumam agir com maior frequência.

  • Registro presencial: Procure a delegacia mais próxima do fato. Na região do Leblon, a unidade responsável é a 14ª DP, que fica na Rua Humberto de Campos, número 315. O atendimento é feito 24 horas por dia.
  • Registro online: Em casos sem agressão física ou disparos de arma de fogo, o boletim pode ser feito pela internet na Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Em situações com violência grave ou feridos, o atendimento presencial é obrigatório.
  • Documentos: Leve documento de identidade original com foto, comprovante de saque ou extrato bancário do horário aproximado e o número de série ou IMEI do celular roubado. Esses dados facilitam o bloqueio e a recuperação do aparelho.

Como denunciar os suspeitos sem se identificar

A população pode colaborar diretamente com a captura de James Dean Chagas Lindoso e com a identificação do comparsa que pilotava a moto no dia do ataque. Todas as informações repassadas aos canais oficiais são tratadas com sigilo absoluto.

  • Disque Denúncia: Ligue para o número (21) 2253-1177. A central funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, sem a necessidade de dizer seu nome.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: É possível enviar mensagens de texto, fotos ou localização pelo número (21) 98849-6099.
  • Aplicativo oficial: Baixe o aplicativo Disque Denúncia RJ diretamente na loja do seu aparelho celular para cadastrar informes de forma rápida.
  • Polícia Militar: Em caso de emergência ou se cruzar com pessoas em atitude suspeita rondando agências bancárias, acione a viatura da PM pelo telefone 190.

Foto: Extra

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