A Delegacia de Homicídios da Capital começou a perícia nas imagens gravadas pelas câmeras corporais dos policiais militares envolvidos na abordagem que terminou na morte do secretário de Queimados, Jefferson Dias da Silva, na Avenida Brasil, altura de Bonsucesso.
O caso aconteceu na pista sentido Zona Oeste da via expressa na noite desta segunda-feira. O trânsito na região ficou em pânico com os disparos no asfalto.
Imagens das fardas vão esclarecer tiros durante blitz em Bonsucesso
A investigação criminal da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro tenta responder o que levou os policiais a atirarem contra o carro do secretário municipal. Jefferson da Linave, como era conhecido na Baixada Fluminense, ocupava o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e já havia atuado como vereador em Queimados.
Os agentes que participaram da ação faziam patrulhamento pela área do 22º Batalhão de Polícia Militar, sediado na Maré. A corporação não explicou formalmente qual foi o motivo que gerou a ordem de parada ao veículo. Em nota oficial, a corporação informou que abriu uma apuração interna paralela na Corregedoria Geral para apurar a conduta de toda a equipe escalada na ocorrência.
A perícia de local foi realizada ainda na madrugada por peritos da Delegacia de Homicídios da Capital. Os militares prestaram depoimentos formais na sede da especializada, localizada na Barra da Tijuca, e tiveram os armamentos recolhidos para confronto balístico.
O que já se sabe sobre o caso
O tiroteio ocorreu em uma das vias mais movimentadas do Rio de Janeiro, gerando correria entre motoristas e pedestres que passavam por Bonsucesso no horário de retorno para casa. Vídeos gravados por testemunhas mostram pessoas se abaixando entre os carros para escapar dos tiros no asfalto.
A Prefeitura de Queimados divulgou nota oficial lamentando a perda e prestando apoio à viúva e à filha do secretário. O velório e o sepultamento ainda dependem da liberação do corpo pelo Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto, no Centro da cidade.
Até o momento, a polícia não confirmou a existência de armas ou materiais irregulares no automóvel de Jefferson. As circunstâncias do início dos disparos seguem sob sigilo pelo delegado titular responsável pelo inquérito.
Quem responde por isso na estrutura do Estado
A apuração criminal dos fatos cabe exclusivamente à Delegacia de Homicídios da Capital da Polícia Civil, sob supervisão do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A especializada funciona na Avenida das Américas, número 5001, na Barra da Tijuca.
Pelo lado administrativo militar, o procedimento foi aberto pela Corregedoria Geral da Polícia Militar, instalada em Neves, no município de São Gonçalo. O 22º Batalhão de Polícia Militar, responsável direto pelo policiamento do trecho de Bonsucesso, informou que colabora integralmente com o envio do material capturado pelos equipamentos portáteis de filmagem.
O uso dos registros de áudio e vídeo nos uniformes é obrigatório por determinação do Supremo Tribunal Federal e regulamentado em portaria estadual para todas as tropas em serviço de rua.
Como denunciar e colaborar com o inquérito
Quem estava na pista sentido Zona Oeste da Avenida Brasil no momento dos disparos e presenciou a abordagem pode enviar depoimentos ou vídeos para auxiliar a polícia. O anonimato do cidadão é resguardado pela legislação estadual.
- Disque Denúncia do Rio: telefone fixo ou WhatsApp no número (21) 2253-1177, com atendimento ininterrupto em regime de plantão.
- Aplicativo móvel: canal “Disque Denúncia RJ”, disponível para download em celulares Android e iPhone.
- Delegacia de Homicídios: informações sobre o caso podem ser apresentadas diretamente aos inspetores na sede da Barra da Tijuca ou registradas na delegacia de área da residência da testemunha.
O trânsito no trecho de Bonsucesso funciona sem bloqueios físicos, mas motoristas devem evitar parar em acostamentos de vias expressas caso percebam operações policiais, mantendo a distância dos veículos em serviço operacional.














