A Polícia Militar prendeu em flagrante um homem suspeito de matar Thaís Cristina Martins Barreiros na Rocinha, Zona Sul do Rio, neste domingo. A mulher chegou a ser socorrida, mas morreu na Unidade de Pronto Atendimento local.
Prisão em flagrante ocorreu na Estrada da Gávea após disparos dentro de casa
Policiais militares da 5ª Unidade de Polícia Pacificadora do 23º Batalhão de Polícia Militar atuaram na ocorrência logo após os disparos serem efetuados dentro de uma residência na comunidade. Thaís Cristina foi atingida por tiros e levada às pressas por moradores para a Unidade de Pronto Atendimento da Rocinha. Ela não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Durante as buscas imediatas pelo território, as equipes conseguiram localizar o homem apontado pelo crime na Estrada da Gávea, uma das vias principais que cortam a Rocinha. Com ele, os policiais apreenderam uma arma de fogo utilizada na ação. O suspeito foi detido sem chance de fuga e levado inicialmente para a 11ª Delegacia Policial, responsável pela circunscrição do bairro.
Em seguida, os policiais conduziram o preso para a Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, que assumiu a investigação do caso. Na unidade especializada, o homem acabou autuado em flagrante pelos crimes de feminicídio e porte ilegal de arma de fogo. O procedimento foi encaminhado para a Justiça, que definirá a manutenção da prisão na audiência de custódia.
O que já se sabe sobre a vítima e a investigação
As primeiras apurações da Polícia Civil apontam que a vítima foi baleada no interior do imóvel onde estava. Thaís Cristina era natural da cidade de Betim, em Minas Gerais, e existe a previsão de que o sepultamento seja realizado no estado mineiro. Os horários e locais definitivos do velório e do enterro ainda não foram confirmados pelos familiares.
Nas redes sociais, amigos publicaram mensagens de luto e prestaram homenagens emocionadas à Thaís. Relatos de pessoas próximas destacaram sua postura acolhedora e a relação de amizade construída no dia a dia da comunidade. A Delegacia de Homicídios segue ouvindo testemunhas e aguarda os laudos periciais do Instituto Médico-Legal para anexar ao inquérito.
O crime amplia o alerta sobre a violência contra mulheres no estado do Rio de Janeiro. De acordo com dados oficiais divulgados pelo Instituto de Segurança Pública, as tentativas de feminicídio subiram 10,2% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O número de registros passou de 88 para 97 casos nos três primeiros meses do ano.
Como denunciar casos de agressão e violência contra a mulher
Quem presenciar brigas, agressões em andamento ou barulho de tiros deve acionar a Polícia Militar imediatamente por meio do telefone 190. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer aparelho celular ou telefone fixo a qualquer hora do dia ou da noite.
Para repassar informações anônimas sobre paradeiro de foragidos, armas ou autores de crimes já consumados, o canal oficial é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro. O serviço funciona 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177, garantindo sigilo absoluto a quem fornece as pistas para auxiliar as autoridades policiais.
Denúncias de violência doméstica também podem ser formalizadas pela Central de Atendimento à Mulher, no número 180. O canal federal acolhe denúncias, fornece orientação jurídica e detalha a rede de proteção disponível no município do Rio de Janeiro.
O que fazer se você foi vítima de violência doméstica
Mulheres que enfrentam situações de ameaça, violência física ou psicológica devem procurar auxílio especializado sem demora. No Rio de Janeiro, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher mais próxima oferece atendimento com equipe capacitada para registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência ao juizado.
Entre os pedidos de urgência estão o afastamento imediato do agressor do lar, a proibição de aproximação física e o fim de qualquer tipo de contato por mensagens ou redes sociais. Para formalizar a queixa, é recomendável apresentar documento de identidade com foto, comprovante de residência e possíveis provas das agressões, como fotos, gravações ou mensagens de texto.
Caso a vítima não consiga comparecer presencialmente a uma delegacia de imediato, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro disponibiliza o registro de ocorrência eletrônico por meio do portal da Delegacia Online. O boletim digital tem o mesmo valor jurídico e pode servir de base para os primeiros pedidos judiciais de proteção.















