PM prende 2 e apreende fuzil na comunidade Sem Terra em Nova Iguaçu

Dois homens foram presos com um fuzil e drogas nesta quarta-feira durante uma operação da Polícia Militar na comunidade Sem Terra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A ação mobilizou equipes logo nas primeiras horas do dia.

Ação da PM termina com fuzil e material do tráfico apreendidos

Agentes do 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita), responsável pelo patrulhamento no município, entraram na comunidade com o objetivo de reprimir o tráfico de drogas local. Durante as incursões pelos acessos da comunidade Sem Terra, os policiais localizaram os dois suspeitos em posse de armamento pesado.

Com a dupla, os policiais recolheram um fuzil calibre 5,56 mm, munições e um carregador próprio para o armamento. O calibre tem alto poder de destruição e costuma ser utilizado por organizações criminosas para confrontos com forças de segurança e quadrilhas rivais na Baixada Fluminense.

Além da arma longa, a equipe apreendeu duas capas de coletes balísticos, um aparelho de rádio transmissor, cadernos com anotações da contabilidade criminosa, certa quantidade de entorpecentes prontos para a venda e dinheiro em espécie. A corporação não informou o valor exato recolhido nem a pesagem total das drogas.

O que já se sabe sobre a operação

A incursão policial aconteceu em vias internas da localidade Sem Terra, área que sofre com a disputa territorial armada. Conforme informou a corporação, os agentes realizavam varreduras quando avistaram os homens em atitude suspeita. Não houve registro oficial de tiroteio prolongado durante o cerco que culminou na captura dos dois envolvidos.

Assim que os policiais realizaram a abordagem e confirmaram a posse dos itens ilegais, a dupla recebeu voz de prisão imediata. Todo o armamento recolhido, as drogas e os demais materiais foram colocados nas viaturas e encaminhados diretamente para a unidade de polícia judiciária.

Quem responde pelo caso

Os dois homens detidos e os materiais apreendidos foram levados para a 56ª Delegacia de Polícia (Comendador Soares), central de flagrantes responsável pelo registro da ocorrência na região. Na delegacia da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, os suspeitos prestaram depoimento e tiveram a prisão em flagrante formalizada por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e tráfico de drogas.

Os agentes da Polícia Civil agora periciam o fuzil para checar a numeração de série e identificar a origem da arma, além de cruzar dados balísticos com investigações de homicídios ocorridos recentemente na Baixada Fluminense. O caderno de anotações também será utilizado pelo setor de inteligência para mapear os chefes do comércio ilegal na comunidade.

Como fica a rotina na região

Apesar do susto matinal entre os moradores que saíam para trabalhar ou levar crianças às escolas do entorno, a circulação dos ônibus municipais e intermunicipais seguiu sem alterações oficiais nas vias principais que cortam Comendador Soares e bairros vizinhos de Nova Iguaçu.

O comércio local funcionou sob clima de cautela durante a manhã, mas sem ordens de fechamento forçado. O comando do 20º BPM informou que segue com o policiamento intensificado nas vias de acesso à comunidade Sem Terra para impedir retaliações de grupos armados e levar mais tranquilidade à população trabalhadora do bairro.

Como denunciar atividades criminosas

Quem tiver informações sobre depósitos de armas, esconderijo de drogas ou paradeiro de criminosos na Baixada Fluminense pode repassar dados fundamentais para as investigações de forma segura e anônima. A população não precisa se identificar em nenhum canal de atendimento.

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone e WhatsApp no número (21) 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia.
  • Polícia Militar: acionamentos urgentes e emergências na rua devem ser feitos pelo número 190.
  • 56ª DP (Comendador Soares): a delegacia atende ao público para registros presenciais na Rua Tomé de Souza, sem número, em Comendador Soares, Nova Iguaçu. Casos gerais de crimes sem violência física imediata também podem ser registrados pelo site da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
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