A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro identificou um policial militar como o autor dos disparos que mataram um professor na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O caso segue sob investigação para apurar a motivação do crime e as circunstâncias do ataque na via expressa.
Identificação do agente mobiliza investigação da Polícia Civil na Baixada
O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Os agentes cruzaram dados de inteligência, relatos colhidos no local e imagens de câmeras de segurança instaladas ao longo do trecho da rodovia federal. O suspeito teve a identidade confirmada formalmente no inquérito após diligências realizadas nos últimos dias.
O crime aconteceu em um dos trechos mais movimentados da Via Dutra, que corta vários municípios da região metropolitana do Rio. Motoristas que passavam pelo local se assustaram com a sequência de disparos. O professor foi atingido enquanto transitava pela pista e não resistiu aos ferimentos provocados pelos projéteis de arma de fogo.
A Corregedoria Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) abriu um procedimento apuratório interno paralelo para acompanhar o inquérito da Polícia Civil. O órgão apura a conduta disciplinar do agente, que pode responder tanto na esfera militar quanto na Justiça comum pelo homicídio.
O que já se sabe sobre o caso
Segundo as primeiras apurações da equipe de homicídios, a linha de investigação trabalha para esclarecer se houve uma discussão no trânsito antes dos disparos ou se tratou de uma abordagem irregular. Testemunhas ouvidas pelos policiais relataram que o ataque ocorreu de forma repentina na pista lateral da via.
A perícia recolheu estojos de munição no asfalto e realizou exames no veículo da vítima logo após o isolamento da área. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu vai detalhar a quantidade de perfurações sofridas pelo docente. Os peritos também examinam a arma funcional e o veículo particular do PM para verificar compatibilidade balística.
Quem responde pelo inquérito e medidas adotadas
O procedimento policial corre na DHBF, unidade especializada com sede na Avenida Presidente Lincoln, no Jardim Meriti, em São João de Meriti. O delegado titular aguarda o resultado das perícias de confronto balístico para pedir as medidas cautelares cabíveis ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Em nota, o comando da corporação informou que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes. Caso a perícia confirme que os tiros partiram da arma acautelada pelo militar ou de armamento pessoal sem justificativa de legítima defesa, o PM pode ter o porte suspenso e responder por homicídio qualificado.
Como denunciar e colaborar com a investigação
Quem presenciou a ação na rodovia ou possui imagens de câmeras de bordo de veículos pode repassar informações de maneira sigilosa. O Disque Denúncia do Rio funciona pelo telefone 2253-1177, com atendimento anônimo durante 24 horas por dia, aceitando chamadas gratuitas.
Também é possível enviar denúncias e fotos por meio do aplicativo ‘Disque Denúncia RJ’ ou pelo canal de WhatsApp do programa, no número (21) 98849-6099. O anonimato é garantido por lei e todas as pistas são encaminhadas diretamente aos investigadores da DHBF.
O que fazer se você foi vítima de violência no trânsito
Em ocorrências de agressão ou disparos em rodovias federais como a Dutra, o cidadão deve buscar abrigo seguro e acionar a Polícia Rodoviária Federal pelo telefone de emergência 191 ou a PMERJ pelo 190. O atendimento da concessionária que administra a pista também presta socorro mecânico e médico imediato.
Para registro de ameaças, danos ou lesões corporais, a vítima ou seus familiares devem comparecer à delegacia de Polícia Civil mais próxima do fato. Casos que não envolvem morte imediata podem ser pré-registrados pela internet por meio do portal oficial da Delegacia Online da Polícia Civil do Rio (dedic.pcerj.rj.gov.br), anexando detalhes de horários, placas de carros e características dos envolvidos.














