PM ferido em tiroteio na Gardênia Azul precisa de sangue no Hemorio

O terceiro-sargento Leonardo Malaquias de Souza, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), precisa de doações de sangue após ter sido ferido em um tiroteio entre equipes da própria corporação, na Gardênia Azul, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Campanha mobiliza voluntários para sargento internado no Estácio

Familiares e companheiros de farda de Leonardo Malaquias iniciaram uma mobilização para repor os estoques no Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio). O militar está internado no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), situado no bairro do Estácio, região central da capital. Ele aceita qualquer tipo sanguíneo, já que os estoques gerais da unidade precisam ser abastecidos continuamente.

Agentes do Batalhão de Ações com Cães (BAC) compareceram ao instituto para prestar apoio e doar. Segundo a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Leonardo segue internado com quadro de saúde estável, mas o procedimento de transfusão exige reserva imediata de bolsas.

Como e onde fazer a doação de sangue

Quem puder doar deve ir até a sede do Hemorio, localizada na Rua Frei Caneca, número 8, no Centro do Rio de Janeiro. A unidade funciona todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados, das 7h às 18h.

Para destinar o sangue ao policial, basta informar na recepção o nome completo do paciente: Leonardo Malaquias de Souza, indicando que ele se encontra internado no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM). O Hemorio atende dúvidas da população pelos telefones 0800-282-0708 ou (21) 2332-8611.

Para realizar a doação, é necessário cumprir alguns requisitos básicos de saúde:

  • Apresentar documento de identidade oficial com foto (RG, CNH, carteira de trabalho ou documento digital oficial);
  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis legais);
  • Pesar mais de 50 quilos e estar em boas condições gerais de saúde;
  • Não estar em jejum absoluto: evitar apenas alimentos gordurosos nas 3 horas anteriores e bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas;
  • Respeitar o repouso mínimo de 6 horas de sono na noite anterior.

O que já se sabe sobre o confronto

O tiroteio ocorreu no domingo, 11 de outubro, na Rua Guilherme Moreira, via que divide as comunidades da Gardênia Azul e da Freguesia, em Jacarepaguá. Uma equipe do Bope fazia a abordagem a um carro suspeito quando foi atacada a tiros por policiais do 18º Batalhão de Polícia Militar (Jacarepaguá).

Segundo nota divulgada pela corporação, a área apresentava baixa luminosidade no momento da ação. Por conta disso, os policiais do 18º BPM teriam confundido a abordagem feita pelo batalhão especial com um assalto ou movimentação criminosa, iniciando os disparos.

Seis agentes acabaram atingidos no confronto. Todos foram socorridos com urgência e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, integrante do Bope, não resistiu aos ferimentos e já chegou sem vida à unidade. Três policiais receberam alta médica no mesmo dia. Leonardo e outro PM ferido foram transferidos para o hospital da corporação no Estácio.

Quem responde por isso e como andam as apurações

As investigações sobre o caso correm em duas frentes independentes para apurar responsabilidades e condutas operacionais. No âmbito militar, o inquérito é conduzido pela 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM), órgão corregedor da própria corporação que apura o descumprimento de protocolos de abordagem e patrulhamento.

Na Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), sediada na Barra da Tijuca. Os agentes da especializada apreenderam os armamentos utilizados pelas duas equipes durante o confronto para confronto balístico. Além disso, as gravações das câmeras corporais acopladas aos uniformes dos envolvidos foram requisitadas para análise da cronologia exata dos disparos.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro declarou que prestará suporte psicológico e social para a família do subtenente morto e para os policiais feridos durante a ocorrência.

Como denunciar e colaborar com informações

Moradores ou motoristas que passavam pela Rua Guilherme Moreira no instante do episódio e presenciaram o ocorrido podem enviar relatos de forma anônima. As informações auxiliam o trabalho de perícia e reconstroem os minutos que antecederam os tiros.

O Disque Denúncia do Rio recebe chamadas pelo telefone (21) 2253-1177, com atendimento garantido em sigilo durante as 24 horas do dia. Também é possível registrar relatos no portal oficial do programa ou pelo aplicativo Disque Denúncia RJ. Informações presenciais podem ser levadas diretamente à Delegacia de Homicídios da Capital, na Avenida Ayrton Senna, 2000, Barra da Tijuca.

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