PM do Bope morre baleado após briga de trânsito

Hospital Municipal Albert Schweitzer

Um PM do Bope morre baleado após ser atingido por disparos durante uma briga de trânsito ocorrida neste sábado (7) na Estrada da Cancela Preta, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A vítima, identificada como Otávio de Almeida Justa, chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo informações iniciais, Otávio foi baleado no abdômen após uma discussão com outro motorista, cujo paradeiro ainda é desconhecido. O autor dos disparos fugiu do local imediatamente após o ataque. O policial foi socorrido por colegas do próprio Batalhão de Operações Especiais (Bope), que chegaram rapidamente ao local após o chamado feito por moradores.

O militar foi levado em estado grave para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Apesar do esforço da equipe médica, Otávio não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado pouco depois de dar entrada na unidade.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu a investigação e trabalha para esclarecer as circunstâncias do crime. A principal linha de apuração até o momento considera que a motivação foi uma discussão de trânsito, mas outras hipóteses não estão descartadas. Os agentes também buscam imagens de câmeras de segurança próximas ao local para tentar identificar o autor do disparo e entender melhor a dinâmica do crime.

Otávio Justa era considerado um profissional experiente dentro do Bope, com anos de serviço na corporação. Colegas destacam sua dedicação e o respeito que conquistou entre os integrantes do batalhão de elite da PM fluminense. A morte do policial causou forte comoção entre os companheiros de farda e reacendeu o debate sobre a violência no trânsito e a vulnerabilidade de agentes mesmo fora do serviço.

Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e o enterro do militar. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que prestará apoio à família de Otávio e acompanhará o desdobramento das investigações junto à Polícia Civil.

Casos de violência no trânsito têm se tornado cada vez mais comuns na cidade do Rio, muitas vezes com desfechos trágicos. A falta de tolerância, aliada à facilidade de acesso a armas e ao clima de tensão social, tem feito com que desentendimentos banais se transformem em confrontos fatais.

A DHC reforça que denúncias sobre o paradeiro do atirador podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia (2253-1177), e que qualquer imagem de câmeras residenciais ou comerciais próximas ao local pode ser decisiva para avançar nas investigações.

Enquanto isso, o Bope e a PM do Rio lamentam mais uma perda nas fileiras da segurança pública. A morte de Otávio entra para a estatística de policiais militares assassinados no estado em 2025, número que tem crescido de forma alarmante nos últimos anos.

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