PM acha bazuca antidrone e três fuzis no Para-Pedro, em Colégio

A Polícia Militar apreendeu uma bazuca antidrones e três fuzis durante uma operação na comunidade Para-Pedro, no bairro de Colégio, Zona Norte do Rio, na manhã desta quarta-feira (21). Criminosos atiraram contra os agentes e fugiram.

A investida foi coordenada por equipes do 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá). Os policiais chegaram até uma residência usada como esconderijo de armamento pesado após levantamentos realizados pelo setor de inteligência da unidade militar.

Apreensão de tecnologia antidrone e fuzis na comunidade Para-Pedro

Ao se aproximarem do imóvel indicado pelas investigações, os policiais militares foram recebidos a tiros por suspeitos armados. Houve confronto no local e o grupo conseguiu escapar por acessos da comunidade, sem deixar feridos ou pessoas presas até o momento.

Dentro da casa apontada como depósito clandestino, os agentes localizaram três fuzis de grosso calibre e o dispositivo conhecido como bazuca antidrones. Todo o material apreendido foi recolhido e levado para a delegacia de Vicente de Carvalho, responsável pelo registro da ocorrência.

O equipamento antidrones chamou a atenção dos policiais pelo alto nível tecnológico empregado. O aparelho emite frequências que cortam o sinal de comando de aeronaves não tripuladas, forçando o pouso ou a queda imediata do dispositivo voador.

Nos últimos meses, facções criminosas que disputam territórios na Zona Norte têm recorrido ao uso de drones para monitorar movimentações de rivais e da própria polícia. Algumas quadrilhas chegaram a adaptar drones caseiros para lançar granadas e explosivos sobre barricadas e pontos de venda de drogas.

O que já se sabe sobre a ação policial

O setor de inteligência do 41º BPM vinha monitorando o depósito de armas no Para-Pedro há dias. O confronto aconteceu no início da manhã, momento em que moradores saíam de casa para trabalhar e levar crianças para as escolas do entorno.

A corporação confirmou que os suspeitos fugiram por becos estreitos logo após dispararem contra as guarnições. A perícia da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro foi acionada para analisar o armamento recolhido e identificar possíveis impressões digitais nos fuzis e no aparelho antidrone.

O comando da Polícia Militar informou que as armas agora passam por checagem no Instituto de Criminalística Carlos Éboli para confrontar com registros de confrontos recentes na região de Colégio, Rocha Miranda e Irajá.

Como fica a rotina da região após o tiroteio

Após os disparos no início do dia, o comando do 41º BPM determinou o reforço das patrulhas nas principais vias de acesso ao Para-Pedro e nos arredores da estação de metrô de Colégio. Viaturas foram posicionadas em pontos estratégicos para conter novos confrontos.

Quem utiliza linhas de ônibus que circulam pela Avenida Pastor Martin Luther King Júnior e pela Estrada do Barro Vermelho deve redobrar a atenção. Apesar do susto matinal e do comércio ter operado com cautela nas primeiras horas, a circulação de veículos e trens do metrô seguiu sem interrupções oficiais.

A recomendação das autoridades locais é evitar aglomerações em becos e vias internas da comunidade enquanto as operações de varredura estiverem ativas. O policiamento ostensivo continuará intensificado nos acessos ao longo de todo o dia.

Quem responde por isso e como ocorrem as investigações

O caso foi registrado na delegacia da área, em Vicente de Carvalho, onde as investigações terão prosseguimento para apurar a quem pertencia o arsenal. Os policiais civis trabalham para rastrear a origem das armas e a cadeia de fornecimento da tecnologia de bloqueio de sinal.

A corporação apura se o armamento seria utilizado em ofensivas territoriais contra comunidades vizinhas, como as áreas do Complexo do Chapadão e da Pedreira. Ambas as regiões registram atritos frequentes pelo controle de pontos de venda de drogas.

A Polícia Militar segue atuando com rondas móveis no perímetro do bairro. A corporação afirmou que qualquer movimentação armada atípica deve ser comunicada imediatamente aos canais oficiais de emergência.

Como denunciar esconderijos e atividades criminosas

Quem tiver informações que ajudem a localizar os suspeitos que fugiram ou outros depósitos de armas na Zona Norte pode colaborar de forma segura e anônima. A população tem à disposição os seguintes canais:

  • Disque Denúncia: telefone (21) 2253-1177, com atendimento anônimo disponível durante 24 horas todos os dias da semana.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: canal oficial de mensagens pelo número (21) 2253-1177, que recebe textos, fotos e vídeos com garantia total de sigilo.
  • Polícia Militar: acionamento imediato de viaturas pelo telefone de emergência 190.
  • Atendimento presencial: quem presenciar crimes ou tiver dados complementares pode comparecer diretamente à delegacia de Vicente de Carvalho ou à unidade policial mais próxima.
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