A Polícia Federal prendeu em flagrante duas mulheres que desembarcaram com 118 frascos de remédios para emagrecimento no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Zona Norte do Rio. Os produtos vinham do Paraguai sem autorização legal.
Apreensão de emagrecedores ilegais em malas despachadas no Galeão
As prisões ocorreram em ações distintas realizadas por agentes da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DEAIN). As duas passageiras tentavam passar pela fiscalização com a carga escondida dentro de suas bagagens despachadas.
A primeira suspeita, de 45 anos, chegou ao terminal pela manhã trazendo 68 frascos de Tirzepatida. O plano dela era seguir viagem em conexão direta para a cidade de Aracaju, capital de Sergipe, onde mora.
Pouco tempo depois, os policiais abordaram outra passageira, de 48 anos. Na mala dela estavam outros 50 frascos com substâncias variadas usadas para perda de peso, que seriam levados até Natal, no Rio Grande do Norte.
Nenhuma das duas mulheres apresentou a documentação legal exigida pelos órgãos sanitários para a entrada das substâncias no país. Diante disso, os policiais deram voz de prisão imediata no próprio terminal da Ilha do Governador.
As passageiras foram levadas para a Superintendência Regional da Polícia Federal, no Centro do Rio de Janeiro. Ambas foram autuadas pelo crime de importação de medicamentos sem o devido registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O que já se sabe sobre o esquema de transporte
As investigações preliminares apontam que os produtos tinham origem no Paraguai e entraram em território nacional para serem distribuídos em estados do Nordeste. O terminal do Galeão vinha sendo usado como ponto de transbordo e conexão de voos domésticos.
Casos parecidos aconteceram recentemente no mesmo aeroporto. No mês passado, no dia 7, a corporação deteve um jovem de 27 anos que viajava de Foz do Iguaçu rumo a Vitória, no Espírito Santo, transportando 56 ampolas de Tirzepatida na mala.
Em agosto, outro passageiro de 47 anos foi detido com emagrecedores e anabolizantes ao desembarcar de uma viagem vinda da fronteira com o Paraná. O destino final daquela remessa era Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
A sequência de apreensões reforça a suspeita de que rotas comerciais convencionais estão sendo usadas para abastecer o comércio clandestino de medicamentos de alto custo voltados à estética em várias regiões do Brasil.
Quem responde por isso e como fica o caso
O caso está sob responsabilidade direta da Polícia Federal, por meio da equipe da DEAIN do Galeão. O inquérito vai apurar se as mulheres atuavam de forma independente ou se faziam parte de uma rede articulada de contrabando de insumos médicos.
A pena prevista para quem importa ou comercializa remédios sem registro no órgão competente pode passar de dez anos de reclusão. As duas detidas permanecem à disposição da Justiça Federal para a realização da audiência de custódia.
Todo o lote apreendido foi encaminhado para a perícia técnica federal. O material passará por análises laboratoriais para verificar a procedência dos compostos químicos e confirmar se os líquidos eram autênticos, adulterados ou falsificados.
Como denunciar a venda clandestina de medicamentos
A compra e venda de medicamentos sem receita e sem aval oficial colocam a saúde da população em risco severo. Se você souber de locais usados para estocar ou revender produtos ilegais no estado, pode denunciar de forma anônima.
- Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia e garantia total de sigilo.
- Polícia Federal: denúncias gerais de contrabando e tráfico em aeroportos podem ser registradas no portal oficial da instituição ou na sede da Praça Mauá.
- Vigilância Sanitária: a população também pode acionar o telefone 1746 da Prefeitura do Rio para relatar venda irregular de remédios em academias e comércios locais.














