A Polícia Federal prendeu nesta manhã o deputado estadual Márcio Canella e um ex-secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro. A ação cumpre ordens judiciais em desdobramento de investigações que atingem a cúpula política e da segurança.
Operação da Polícia Federal atinge nomes fortes da política e da polícia no Rio
A ofensiva da Polícia Federal ocorreu nas primeiras horas do dia, com agentes nas ruas para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. As equipes atuaram em endereços ligados aos alvos tanto na capital fluminense quanto na Baixada Fluminense, região onde Canella mantém sua principal base eleitoral.
Márcio Canella é deputado estadual e uma das figuras públicas mais influentes da Baixada, tendo forte atuação no município de Belford Roxo. A confirmação de sua detenção causou forte repercussão imediata nos bastidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e no cenário político municipal.
Junto com o parlamentar, os policiais federais prenderam um ex-secretário que comandou a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos no âmbito de apurações mantidas sob sigilo judicial, que miram irregularidades e conexões estruturadas em órgãos públicos do estado.
O que já se sabe sobre a operação
Os agentes federais estiveram em residências particulares e escritórios logo cedo. Viaturas descaracterizadas e viaturas oficiais da Polícia Federal foram vistas em diferentes pontos da Baixada Fluminense e na Zona Sul do Rio.
De acordo com os primeiros relatos policiais, documentos, telefones celulares e computadores foram recolhidos durante as buscas para passar por perícia técnica. Todo o material apreendido segue para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, localizada na Praça Mauá, na Zona Portuária.
Até o momento, a corporação federal não detalhou a tipificação exata de cada mandado, mantendo partes do processo em segredo para não atrapalhar o cumprimento de outras ordens judiciais decorrentes do caso.
Quem responde por isso e quais são os próximos passos
O caso está sob responsabilidade direta da Polícia Federal, com acompanhamento do Ministério Público Federal e supervisão do Poder Judiciário. Caberá à Justiça analisar a manutenção das prisões nas próximas horas.
Por se tratar de um deputado estadual em exercício, o procedimento envolvendo Márcio Canella deve seguir ritos próprios da Constituição Estadual. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, com sede no Palácio Tiradentes, precisará ser formalmente comunicada da detenção para deliberar sobre o mandato parlamentar.
A defesa dos dois citados ainda não divulgou nota pública com manifestação formal sobre as acusações. A Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e o governo estadual também não haviam emitido posicionamento oficial até o fechamento desta reportagem.
Como denunciar irregularidades e crimes no estado
Para o cidadão comum que queira repassar informações sobre crimes praticados por servidores públicos, organizações criminosas ou fraudes no estado do Rio de Janeiro, os canais oficiais de denúncia anônima continuam em operação constante.
O Disque Denúncia do Rio funciona pelo telefone (21) 2253-1177, com atendimento anônimo garantido durante 24 horas por dia, todos os dias da semana. Não é necessário se identificar nem passar dados pessoais para abrir o relato.
Outra opção é acionar diretamente a Polícia Federal para denúncias de competência federal por meio do portal oficial da corporação na internet ou na sede da Superintendência Regional, na Avenida Rodrigues Alves, número 1, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.
Como fica o cenário na Baixada Fluminense
A prisão de uma das principais lideranças políticas de Belford Roxo mexe diretamente com o cotidiano administrativo e com os projetos locais na Baixada Fluminense. Moradores da região acompanham com apreensão os desdobramentos, já que o grupo político de Canella tem forte presença na gestão e em serviços públicos da localidade.
Apesar da movimentação policial no começo da manhã, o transporte público, as linhas de ônibus intermunicipais, as unidades de saúde e as escolas da rede municipal funcionam dentro da normalidade na região. Não há registro de interdição de vias públicas ou de fechamento forçado de comércio por conta dos mandados judiciais.
Novos detalhes sobre os depoimentos e a formalização das custódias devem ser divulgados pela Polícia Federal assim que todos os mandados do dia forem integralmente cumpridos no Rio de Janeiro.













