PF prende homem com remédios ilegais no Aeroporto do Galeão, no Rio

A Polícia Federal prendeu em flagrante um homem de 54 anos no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, na Zona Norte da cidade, transportando remédios para emagrecer, anabolizantes e psicotrópicos sem autorização legal trazidos do Paraguai.

A prisão aconteceu durante uma fiscalização de rotina na noite de domingo. O passageiro vinha em um voo de Foz do Iguaçu, no Paraná, e fazia uma conexão no terminal carioca antes de seguir viagem para a cidade de Navegantes, em Santa Catarina.

Apreensão de remédios sem registro no Galeão

Os agentes da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro encontraram o material clandestino escondido dentro da bagagem despachada pelo passageiro. Toda a mercadoria havia sido adquirida no Paraguai e não possuía a documentação sanitária exigida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para entrar no Brasil.

Diante do flagrante, o homem recebeu voz de prisão ainda na área do desembarque e acabou levado para a sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, na Praça Mauá. Ele foi indiciado pelo crime de importação ilegal de medicamentos sem o devido registro no órgão de vigilância competente.

A prática de trazer remédios do exterior sem autorização é enquadrada em lei federal severa, pois coloca em risco a saúde pública. Produtos sem controle sanitário não têm garantia de procedência, dosagem ou pureza das substâncias, podendo causar sérios danos a quem consome.

O que já se sabe sobre a prisão no aeroporto

A Polícia Federal confirmou que a abordagem ocorreu no momento do transbordo das malas no Galeão. O homem não apresentou nenhuma receita médica, nota fiscal ou licença de importação que justificasse o transporte do lote de medicamentos.

As substâncias apreendidas passaram por perícia técnica da Polícia Federal para identificação exata dos compostos químicos. O material permanece apreendido e será destruído após autorização da Justiça Federal, conforme prevê o protocolo para produtos ilícitos.

O homem preso permanece à disposição da Justiça e poderá responder por crime contra a saúde pública. Se condenado, as penas podem ultrapassar anos de reclusão, dependendo do enquadramento final feito pelo Ministério Público Federal.

Como fica a rotina e a fiscalização no Galeão

A movimentação de passageiros e os voos no Aeroporto Internacional Tom Jobim seguiram normalmente durante e após a ação policial. As operações de fiscalização da Polícia Federal e da Receita Federal ocorrem de forma contínua em todos os terminais de passageiros e no setor de cargas.

O foco dessas rotinas de inspeção é combater a entrada de drogas, armas e mercadorias contrabandeadas ou sem licença sanitária no Estado do Rio de Janeiro. Passageiros que passam pelo terminal da Ilha do Governador estão sujeitos a ter suas bagagens inspecionadas por raio-X e cães farejadores a qualquer momento.

A polícia alerta que tentar burlar a fiscalização despachando produtos proibidos em voos domésticos de conexão não impede a detecção do material pelas equipes de segurança aeroportuária.

Como denunciar crimes em aeroportos

Quem tiver informações sobre o transporte ilegal de medicamentos, armas ou drogas pode fazer denúncias anônimas para o Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone 2253-1177, que funciona 24 horas por dia.

A Polícia Federal também disponibiliza canais diretos para o recebimento de informações sobre crimes federais através do seu portal oficial ou presencialmente na sede do órgão, localizada na Avenida Venezuela, número 100, no Saúde, Centro do Rio.

Para casos específicos ocorridos na área do aeroporto, a Delegacia Especial da PF no Galeão atende ocorrências no próprio terminal passageiros, garantindo o sigilo absoluto do denunciante.

O que fazer se você presenciar irregularidades

Caso o cidadão identifique o comércio ou transporte clandestino de remédios em ônibus ou aeroportos, a orientação é comunicar imediatamente a autoridade policial mais próxima. Não se deve tentar abordar os suspeitos por conta própria.

No caso de medicamentos sem registro vendidos em comércios locais ou pela internet, a denúncia também pode ser feita diretamente à Anvisa pelo telefone 0800 642 9782 ou pelo site do órgão federal.

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