Esquema teria usado documentos falsos para liberar armamentos, inclusive de uso restrito; 20 mandados de prisão foram expedidos no RJ e no Espírito Santo
Dez pessoas foram presas pela Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira, dia 4 de setembro, durante uma operação contra um esquema suspeito de fraudar processos para aquisição e registro de armas de fogo destinadas a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). A investigação começou em Niterói e apura a liberação irregular de armamentos, inclusive de uso restrito.
Batizada de Operação Polaridade, a ação cumpre 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão contra pessoas físicas e empresas. Até as 10h02, dez alvos haviam sido presos. As diligências continuam para localizar os demais investigados.
As ordens judiciais são cumpridas em Niterói, Maricá, Duque de Caxias, São João de Meriti, Magé, Macaé, Volta Redonda e Pinheiral, além dos bairros de Campo Grande, Gardênia Azul e Inhoaíba, na cidade do Rio. Também há mandados em Vila Velha, no Espírito Santo.
FRAUDE COMEÇOU A SER DESCOBERTA EM NITERÓI
A investigação teve início depois que a PF identificou inconsistências em processos analisados na Delegacia de Polícia Federal em Niterói. Segundo as apurações, um funcionário terceirizado que atuava na análise de documentos do Núcleo de Armas teria participação no esquema.
De acordo com a PF, o colaborador teria aprovado requerimentos sem a documentação obrigatória e processos apresentados com documentos falsos ou incompatíveis com as exigências legais.
Durante a análise dos processos, os investigadores encontraram documentos que teriam sido utilizados repetidamente por requerentes diferentes, comprovantes de residência falsificados e pedidos sem documentos indispensáveis para a autorização.
Também foram constatadas suspeitas de irregularidades em certificados técnicos e em outros requisitos exigidos para a compra e o registro de armas, inclusive armamentos de uso restrito.
ARMAS APREENDIDAS
A investigação ganhou força depois que a PF identificou possíveis vínculos entre alguns dos requerimentos suspeitos e armas posteriormente apreendidas durante outra ação policial.
A partir da descoberta, os investigadores passaram a aprofundar as apurações para identificar todos os envolvidos e verificar se o esquema pode ter ligação com organizações criminosas.
Segundo a PF, os registros considerados irregulares deverão ser cancelados.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo. Outros crimes ainda poderão ser identificados durante as investigações.














