A Polícia Federal prendeu uma mulher em flagrante com cerca de 3 quilos de cocaína escondidos sob as roupas, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Zona Norte do Rio. O caso aconteceu no terminal de embarque internacional.
A passageira tentava subir em uma aeronave comercial com destino final para a cidade de Roma, capital da Itália. Ela acabou interceptada antes de acessar a área dos portões.
Prisão em flagrante no Aeroporto Internacional Tom Jobim
Agentes da Delegacia Especial da Polícia Federal no Galeão abordaram a suspeita durante inspeções de rotina na área restrita. O material entorpecente estava preso ao corpo da mulher, disfarçado embaixo de suas peças de vestuário.
Os policiais notaram atitudes suspeitas e encaminharam a passageira para uma revista minuciosa. Na checagem com auxílio de equipamentos de scanner e revista corporal, os policiais encontraram os pacotes que continham a substância em pó. Os testes periciais preliminares comprovaram que a carga era de cocaína pura.
A passageira recebeu voz de prisão imediata e seguiu para a sede da Polícia Federal. Ela responderá pelo crime de tráfico transnacional de drogas, com penas que podem superar os 15 anos de reclusão em caso de condenação.
O que já se sabe sobre o caso
A investigação aponta que a mulher atuava no transporte do entorpecente a mando de quadrilhas que abastecem o mercado europeu. Esse tipo de transporte, conhecido no jargão policial como contratação de mulas, envolve o aliciamento de pessoas com promessa de altos ganhos em moeda estrangeira.
A Polícia Federal instaurou inquérito para descobrir a procedência exata da droga apreendida e mapear quem entregou o pacote no Rio de Janeiro. A identidade da passageira e detalhes sobre a rede que financiou a passagem aérea não foram abertos pelas autoridades para não atrapalhar o trabalho de inteligência em andamento.
Como funciona o monitoramento no terminal aéreo
O fluxo de viajantes no Galeão segue sob monitoramento diário da Polícia Federal em parceria com a Receita Federal do Brasil. As equipes atuam de forma ostensiva e com agentes à paisana espalhados pelos saguões, esteiras e canais de inspeção.
Entre as ferramentas utilizadas no dia a dia do aeroporto estão:
- Câmeras inteligentes com tecnologia de reconhecimento facial de alta precisão;
- Scanners corporais capazes de identificar objetos e substâncias coladas à pele ou dentro das cavidades;
- Cães farejadores treinados na localização de armas, munições e entorpecentes;
- Sistemas de cruzamento de dados de passagens, histórico de viagens e conexões suspeitas.
O foco das fiscalizações envolve principalmente rotas com histórico de tentativas de embarque ilegal para países da Europa, África e Oriente Médio.
Como denunciar esquemas de tráfico e aliciamento
Quem tem parentes abordados por aliciadores de drogas ou possui informações sobre transporte de entorpecentes no estado pode recorrer a canais oficiais de denúncia com garantia total de anonimato. O cidadão não precisa se identificar para passar detalhes que ajudem a polícia.
Os canais de atendimento disponíveis são:
- Disque Denúncia: telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia, todos os dias da semana.
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177, para envio de mensagens de texto, áudios e imagens.
- Polícia Federal: denúncias podem ser feitas presencialmente na sede regional na Praça Mauá, Zona Portuária do Rio, ou pelo canal online no portal oficial da corporação.
- Emergência aeroportuária: passageiros e trabalhadores que notarem movimentações suspeitas nos terminais podem avisar aos agentes no balcão da Polícia Federal no Terminal 2 do Galeão.
O que muda para quem viaja pelo Galeão
As operações contra o tráfico internacional não suspendem pousos ou decolagens, mas exigem que os passageiros organizem seus horários com folga. A orientação dos órgãos de aviação é que viagens para fora do país peçam apresentação ao balcão de check-in com no mínimo três horas de antecedência.
A intensificação das revistas nas filas de raio-x e checagens aleatórias de bagagem de mão aumentam o tempo de permanência no controle de segurança. Seguir as regras sobre limite de líquidos e apresentar passaporte e documentos originais em mãos evita retenções no embarque.














