A Polícia Federal apreendeu quatro pistolas calibre .38 em lojas credenciadas nos municípios de Magé e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O armamento já estava pago e quase liberado por meio de papéis falsos.
Esquema usava lojas credenciadas para registrar armamento fraudado
A ofensiva faz parte de novos desdobramentos da Operação Polaridade. O trabalho apura um esquema criminoso montado para furar as regras oficiais de compra de armas de fogo no estado do Rio de Janeiro.
Segundo a corporação, os estabelecimentos comerciais funcionavam de forma regular perante a lei. No entanto, os processos de compra utilizavam declarações e papéis falsificados para obter autorização junto ao governo federal.
Os quatro revólveres e pistolas recolhidos nas lojas da Baixada já tinham sido quitados pelos compradores ilegais. Eles apenas aguardavam a liberação do Certificado de Registro de Arma de Fogo para retirar os equipamentos do balcão.
Com essa apreensão recente, a força-tarefa da PF soma um arsenal considerável retirado de circulação. Ao todo, os agentes já recolheram 10 fuzis e 13 pistolas desde que o caso começou a ser investigado.
O que já se sabe sobre o esquema ilegal de armas
O foco principal do esquema envolvia fraudes voltadas a benefícios concedidos a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores, a categoria conhecida como CAC. Os criminosos fraudavam o sistema Sinarm-CAC para dar aparência legal aos pedidos.
A primeira grande etapa da ação ocorreu no dia 4 de setembro. Naquela ocasião, agentes federais saíram às ruas para cumprir 20 mandados de prisão preventiva e outros 26 mandados de busca e apreensão.
As ordens judiciais foram cumpridas em cidades fluminenses e também no município de Vila Velha, no Espírito Santo. Os policiais apuram agora quem pagou pelas armas apreendidas e se funcionários das lojas facilitavam as transações criminosas.
Como fica a segurança para quem mora na Baixada
A presença de armas pesadas e pistolas compradas de forma clandestina alimenta a insegurança diária de quem vive em Caxias e Magé. As investigações buscam evitar que esse material caia nas mãos de grupos paramilitares e facções do tráfico.
O comércio da região segue funcionando sem alterações após as buscas realizadas nos estabelecimentos. A rotina dos moradores e o trânsito nos centros comerciais de Duque de Caxias e de Magé não sofreram bloqueios durante as vistorias policiais.
As fiscalizações federais em estabelecimentos comerciais do setor devem continuar ao longo dos próximos meses na Baixada. A meta é auditar estoques e cadastros antigos de outras lojas credenciadas na região metropolitana.
Quem responde por isso perante a Justiça
A investigação direta corre pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Os policiais federais continuam analisando computadores e documentos apreendidos para chegar aos financiadores.
Os alvos identificados podem responder pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo. Se condenados, os envolvidos podem pegar penas que ultrapassam dez anos de prisão em regime fechado.
Os estabelecimentos comerciais onde ocorreram as retenções de armamento passam por procedimento administrativo. Caso fique comprovada a cumplicidade dos donos com a fraude, as lojas perdem o alvará federal e encerram as atividades em definitivo.
Como denunciar vendas e registros ilegais de armas
A população pode ajudar as forças de segurança a localizar comércios irregulares ou depósitos clandestinos de armamento na Baixada Fluminense. Não é necessário se identificar para colaborar com os órgãos públicos.
O Disque Denúncia do Rio atende a qualquer hora do dia ou da noite pelo telefone (21) 2253-1177, com sigilo garantido por lei. As denúncias também podem ser feitas pelo aplicativo oficial do programa no celular ou pelo canal de denúncias da própria Polícia Federal.
Se você suspeita de movimentação estranha em endereços da sua rua, nunca tente intervir diretamente. Repasse informações detalhadas, como horários de movimentação, placas de veículos e pontos de referência para facilitar o trabalho das equipes da polícia.















