Ator de “Som da Liberdade” e “A Paixão de Cristo” se reúne com Flávio Bolsonaro em evento nos EUA, em meio a polêmicas sobre a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi visto na última quinta-feira (5/11) em Mar-a-Lago, na Flórida, propriedade de Donald Trump, reunindo-se com o ator norte-americano Jim Caviezel. Caviezel é conhecido por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo” e, mais recentemente, protagonizou “Som da Liberdade”.
O encontro ocorreu durante o jantar anual de gala da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), evento que congrega líderes conservadores dos Estados Unidos e de outros países. Flávio Bolsonaro estava entre os convidados que discursariam no encontro.
A presença de Caviezel no evento e seu envolvimento com a cinebiografia “Dark Horse”, onde interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro, ganham destaque em um momento em que a produção do filme é alvo de investigações da Polícia Federal (PF), conforme apurado pelo Metrópoles.
Investigação da PF sobre “Dark Horse” avança
O financiamento da cinebiografia “Dark Horse” está sob escrutínio da Polícia Federal. O inquérito, autorizado pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF), apura suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionados à obtenção de recursos para o filme.
Segundo informações da PF, o senador Flávio Bolsonaro teria atuado diretamente nas negociações para levantar fundos para a produção. As investigações indicam tratativas entre o senador e Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, envolvendo um repasse de R$ 61 milhões.
Eduardo Bolsonaro também é investigado
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, também é citado nas investigações como possível beneficiário de parte dos recursos destinados ao filme. Documentos da PF apontam Flávio Bolsonaro como o interlocutor direto de Vorcaro nas negociações, enquanto Eduardo teria participado da estruturação financeira dos valores.
Parte dos recursos investigados teria sido encaminhada para um fundo de investimentos nos Estados Unidos, denominado Heavengate Development Fund. A atuação de ambos os irmãos Bolsonaro na captação e movimentação financeira para o filme “Dark Horse” é o foco da apuração.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades
Em sua defesa, Flávio Bolsonaro tem negado veementemente qualquer irregularidade. O senador sustenta que buscou investidores privados para financiar a cinebiografia de seu pai e que as negociações não envolveram vantagens indevidas.
Ele classifica as investigações como perseguição política, especialmente após a divulgação de conversas com Daniel Vorcaro, que embasam parte da apuração da Polícia Federal sobre o financiamento da produção “Dark Horse”.
Custo da peruca de Jim Caviezel chama atenção
Um detalhe peculiar revelado nas investigações é o custo de aluguel de uma peruca utilizada por Jim Caviezel no filme “Dark Horse”. A produtora do longa-metragem desembolsou R$ 10 mil para alugar o item, que seria usado pelo ator para compor o personagem de Jair Bolsonaro na cinebiografia.
Este valor, embora pareça pequeno diante do montante total investigado, chama a atenção para os gastos envolvidos na produção do filme, cujas fontes de financiamento são o centro da investigação policial.













