Novas regras escolares no Peru: Keiko Fujimori define padrões de vestimenta e disciplina com foco em ordem e combate à violência
A presidente do Peru, Keiko Fujimori, apresentou um novo regulamento para escolas públicas que estabelece restrições severas na aparência dos alunos, incluindo proibições de maquiagem, unhas pintadas e cabelos compridos para meninos. O texto, que também adota tolerância zero contra bullying e cyberbullying, visa reforçar a disciplina e a segurança nos ambientes educacionais.
As novas diretrizes, que devem entrar em vigor em dezembro de 2026, foram anunciadas em 12 de outubro e já geram repercussão na sociedade peruana. Fujimori defende que as medidas são necessárias para garantir a ordem e combater o assédio e a violência nas escolas.
As normas proíbem unhas pintadas, brincos e maquiagem para meninas, além de piercings. As saias devem ter comprimento abaixo dos joelhos. Para os meninos, o corte de cabelo deve ser curto e cabelos tingidos estão vetados para ambos os sexos. A presidente argumenta que, embora rígidas, as regras são importantes para a formação dos estudantes. As informações são do Metrópoles.
Tolerância Zero Contra Bullying e Violência
O regulamento implementa uma política de tolerância zero para manifestações de ódio, apologia à violência, bullying e cyberbullying. Tais condutas podem levar à expulsão dos alunos das instituições de ensino. As escolas públicas também retomarão as notas de disciplina e restringirão o uso de celulares em sala de aula, exceto com autorização prévia dos professores.
Processo de Implementação e Críticas
O novo regulamento disciplinar será publicado no diário oficial do Peru, seguido por um prazo de 30 dias para que a população possa apresentar objeções e críticas. A expectativa é que as novas regras entrem em vigor em dezembro de 2026, após a análise das manifestações.
Reações da Sociedade Civil
Organizações feministas como Manuela Ramos e o Centro de la Mujer Peruana Flora Tristá criticaram as medidas, afirmando que a restrição da aparência dos estudantes não previne a violência. A Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos do Peru também se manifestou nas redes sociais, classificando as ações como populistas e autoritárias, segundo o Metrópoles.













