Durante agenda de campanha pela Baixada Fluminense, o candidato ao Governo do Estado Eduardo Paes prometeu construir um Hospital Estadual do Câncer em Duque de Caxias e reformar toda a malha de trens que atende a região metropolitana.
Promessas de campanha para saúde e transporte na Baixada Fluminense
A maratona eleitoral percorreu cinco cidades fluminenses no último sábado. Pela manhã, os compromissos começaram com caminhadas e carreatas nos municípios da Baixada, onde o candidato focou em duas das maiores queixas da população local: o sofrimento para conseguir tratamento médico de alta complexidade e os atrasos diários nos ramais ferroviários.
Em Duque de Caxias, ao lado do prefeito Netinho Reis, Paes assumiu publicamente a promessa de erguer uma unidade voltada exclusivamente para o tratamento oncológico. A proposta visa reduzir a fila do Sistema de Regulação do Estado (SER) e evitar que pacientes precisem cruzar a Rodovia Washington Luís até a capital para sessões de quimioterapia ou radioterapia.
O candidato pontuou que usará a experiência adquirida no comando da Prefeitura do Rio de Janeiro como modelo de gestão para os serviços públicos estaduais. Segundo ele, o atendimento a Duque de Caxias e demais cidades vizinhas será tratado como prioridade orçamentária em uma eventual gestão à frente do Palácio Guanabara.
Como funcionaria a recuperação dos trens metropolitanos?
Antes de chegar a Duque de Caxias, a comitiva passou por Guapimirim. Na cidade, o foco central dos discursos esteve voltado para a malha ferroviária, operada pela concessionária SuperVia, que historicamente enfrenta problemas de intervalos longos, falta de peças e problemas de manutenção nos trilhos.
Paes afirmou que pretende repetir nos trens do Grande Rio a mesma estratégia adotada na intervenção do sistema BRT carioca. O plano defendido pelo candidato envolve retomar investimentos diretos em infraestrutura física de estações, renovar a frota de composições e garantir que os passageiros tenham previsibilidade no horário das viagens entre os ramais e a Central do Brasil.
A integração entre diferentes modais também entrou na pauta apresentada em Guapimirim. O projeto prevê aproximar linhas alimentadoras de ônibus municipais e intermunicipais dos terminais ferroviários, além de estudar a extensão de corredores exclusivos de ônibus rápido até pontos de conexão na Baixada Fluminense.
Qual é o impacto da proposta de um Hospital do Câncer em Caxias?
Atualmente, moradores da Baixada diagnosticados com neoplasias enfrentam viagens desgastantes até unidades de referência na capital fluminense, como o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Esse deslocamento diário consome horas de transporte público coletivo de pacientes debilitados pela rotina de exames e medicamentos.
A criação de uma unidade hospitalar especializada em Duque de Caxias descentralizaria o atendimento cirúrgico e ambulatorial. Com capacidade de absorver demandas de cidades vizinhas como São João de Meriti, Belford Roxo e Magé, a estrutura encurtaria caminhos e diminuiria a espera por procedimentos de urgência na rede estadual de saúde.
Para colocar a unidade de pé, a proposta prevê cooperação direta de verbas e terrenos entre a administração estadual e a prefeitura caxiense. O modelo executivo exato de gestão, no entanto, ainda não teve prazos de início de obra ou dotação orçamentária detalhados durante o evento político.
Por onde mais a agenda de campanha passou?
Além de Guapimirim e Duque de Caxias, o grupo esteve em Nova Iguaçu, onde Paes participou de caminhada no centro comercial acompanhado de aliados locais, conversando com lojistas e trabalhadores sobre segurança e ordenamento urbano. A caravana eleitoral também teve paradas marcadas no município de Valença, no Sul Fluminense, e na cidade do Rio de Janeiro.
Nas conversas públicas com eleitores, a comitiva tem reforçado a necessidade de melhorar a malha viária estadual e a segurança nas imediações dos centros de comércio popular. As propostas apresentadas seguem as diretrizes registradas no plano de governo da coligação partidária que apoia a chapa.
Como buscar atendimento oncológico e acompanhar os trens atualmente?
Quem precisa de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio de Janeiro não deve esperar por novas obras. O primeiro passo para quem desconfia de sintomas oncológicos é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Clínica da Família mais próxima da sua residência, com documento de identificação oficial com foto e o cartão do SUS em mãos.
Na consulta com o médico da atenção básica, havendo indicação, o paciente é inserido no Sistema Estadual de Regulação (SER) para agendamento de exames e encaminhamento aos hospitais credenciados. Informações sobre vagas e agendamentos podem ser acompanhadas pelo telefone 136, o Disque Saúde federal, ou nas secretarias de saúde municipais.
Já o usuário que depende da malha ferroviária no dia a dia pode consultar intervalos e condições de circulação das linhas em tempo real por meio dos canais oficiais da concessionária SuperVia, pelo telefone 0800 726 9494 ou no aplicativo da operadora para celulares.














