Oruam ganha habeas corpus na Justiça do Rio e deixa de ser foragido

Oruam

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, deixou de ser considerado foragido da Justiça após a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro conceder um novo habeas corpus nesta terça-feira.

A decisão foi tomada por unanimidade pelos desembargadores. Com isso, o artista poderá responder às acusações de lavagem de dinheiro em liberdade, sem a ameaça imediata de ir para a prisão.

Oruam consegue revogação de mandado e vai responder aos processos em liberdade

O julgamento ocorreu em sessão virtual, acompanhando o voto do relator Marcius da Costa Ferreira. A defesa do cantor questionou a consistência das provas apresentadas nas investigações que apuram um suposto esquema financeiro ligado à facção Comando Vermelho.

O cancelamento da prisão preventiva não significa que o cantor foi absolvido das acusações. A ação penal continua tramitando na 1ª Vara Criminal Especializada da Capital e o processo seguirá seu curso normal nos próximos meses.

A defesa do artista comemorou a decisão nas redes sociais. Os advogados sustentaram que não havia elementos suficientes para manter a ordem de prisão preventiva no processo em andamento.

Por que o rapper era considerado foragido pela Justiça?

Oruam era procurado pelas autoridades desde o início de fevereiro deste ano. Na ocasião, a Justiça decretou a prisão preventiva do artista após relatórios apontarem o descumprimento reiterado das regras do uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo os registros do sistema penitenciário, a tornozeleira do músico apresentou dezenas de falhas de sinal. O equipamento ficou descarregado ou desligado em cerca de 70 ocasiões, o que levou o Ministério Público a pedir a medida mais dura.

Equipes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro tentaram cumprir o mandado de prisão em diversos endereços ligados ao rapper na Zona Oeste e na Zona Sul da capital, mas ele não foi localizado pelos agentes.

Como funcionava a outra acusação no Joá?

O cantor também respondia a outro pedido de prisão decorrente de uma operação policial realizada na casa dele, localizada no bairro do Joá, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ocorrida em meados de 2025.

Naquele dia, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes foram ao local buscar um adolescente investigado. Durante a ação, policiais relataram ter sido atacados com pedras arremessadas do imóvel.

Em julho do mesmo ano, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, desclassificou a acusação de tentativa de homicídio contra os policiais civis. A magistrada avaliou que não havia provas de intenção de matar, rebaixando a acusação para lesão corporal, resistência e desacato.

O que já se sabe sobre a investigação da DRE?

A investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes busca mapear a estrutura financeira e o braço de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho no estado do Rio de Janeiro.

Os investigadores analisaram dados de aparelhos eletrônicos e cruzaram movimentações bancárias por cerca de um ano. A polícia afirma ter identificado um sistema para ocultar recursos vindos do tráfego e inseri-los no mercado formal.

Oruam foi denunciado pelo Ministério Público ao lado de seu pai, Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, de sua mãe, Márcia Gama Nepomuceno, do irmão e de outros suspeitos. O processo apura o uso de contas de terceiros e empresas para movimentar bens ilícitos.

Quem responde por isso e como fica o caso?

O caso está entregue à 1ª Vara Criminal Especializada da Capital e à 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A acusação é conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

Com a decisão favorável no tribunal, todos os mandados de prisão preventiva que vigoravam contra o cantor foram derrubados. Oruam não precisa mais se esconder e pode circular livremente enquanto aguarda os julgamentos.

A rotina dos moradores dos bairros onde o rapper tem residência, como o Joá e áreas da Zona Oeste, segue normalizada, sem previsão de novas operações de busca e apreensão para localização do artista no momento.

Como funciona o registro e a denúncia de crimes no Rio

Para o cidadão que precisa de atendimento policial ou quer passar informações sobre crimes na sua região, o Estado do Rio oferece canais diretos e anônimos de atendimento à população.

O Disque Denúncia funciona pelo telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia e garantia de sigilo absoluto. Também é possível enviar informações pelo aplicativo do serviço.

Caso precise registrar ocorrências sem gravidade física, como perda de documentos, furto ou estelionato, o morador pode recorrer à Delegacia Eletrônica da Polícia Civil pela internet. Em casos de emergência com risco imediato, a recomendação é ligar diretamente para a Polícia Militar pelo número 190.

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