Operação da PF prende cinco foragidos em cinco bairros de Macaé

A Polícia Federal deflagrou uma operação conjunta nesta segunda-feira (28) e prendeu cinco foragidos da Justiça em diferentes pontos de Macaé, no Norte Fluminense. A investida mirou acusados de homicídio, tráfico de drogas e roubo que estavam escondidos no município.

Foragidos da Justiça são capturados em força-tarefa em Macaé

A ação, batizada de Operação Venator II, mobilizou agentes da Delegacia da Polícia Federal em Macaé, com apoio operacional de equipes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo central foi cumprir mandados judiciais de prisão preventiva e definitiva que estavam em aberto contra criminosos de alta periculosidade.

As equipes se dividiram logo nas primeiras horas do dia para cercar endereços monitorados pelo setor de inteligência. As buscas se concentraram nos bairros Bosque Azul, Lagomar, Parque Aeroporto e Cancela Preta, além da comunidade das Malvinas, áreas que vinham sendo utilizadas como esconderijo.

Entre os cinco alvos localizados e presos, chamou a atenção dos policiais a captura de um homem originário do Pará. Ele era considerado foragido havia 27 anos pelo assassinato de um jornalista de 37 anos, ocorrido em Belém no ano de 2000 após uma sessão de espancamento, segundo dados confirmados pela corporação.

Após as capturas em campo, todos os presos foram colocados em viaturas e levados para a sede da 123ª DP (Macaé), onde os policiais civis formalizaram o cumprimento dos mandados judiciais. De lá, o grupo seguiu para exames de rotina no Instituto Médico Legal e foi transferido diretamente para o sistema prisional fluminense, onde permanecerá à disposição das respectivas varas criminais.

O que já se sabe sobre as fases da Operação Venator

Esta é a segunda etapa da força-tarefa voltada para retirar foragidos de circulação na região petrolífera. A primeira fase da Operação Venator aconteceu em abril de 2025 e resultou na prisão de oito suspeitos, sendo quatro homens e quatro mulheres. Naquela ocasião, as ordens de captura envolviam investigações por homicídio, tráfico de entorpecentes, assaltos a mão armada e estupro.

A Polícia Federal informou que o intercâmbio de dados entre as forças estaduais e federais continuará nas próximas semanas. A meta é identificar outros criminosos de outros estados do país que migraram para as cidades litorâneas do Rio de Janeiro tentando se esconder sob identidades discretas ou atuando em redes locais de crimes patrimoniais.

Como fica a rotina da região com as fiscalizações

Moradores dos bairros Bosque Azul, Lagomar, Cancela Preta, Parque Aeroporto e da comunidade das Malvinas relataram intensa movimentação de viaturas desde o amanhecer, mas a rotina urbana não sofreu paralisações graves. O trânsito de veículos e o transporte público circularam sem bloqueios físicos montados pelas forças de segurança.

O comércio de rua e as escolas municipais e estaduais daquelas localidades funcionaram dentro da normalidade ao longo de todo o dia. Contudo, moradores afirmam que a presença ostensiva de viaturas da Polícia Militar deve ser intensificada nos acessos às comunidades para evitar reações das quadrilhas locais após as prisões efetuadas pelos agentes federais.

Quem responde por isso e como acompanhar os casos

A condução das investigações de nível federal permanece a cargo da Delegacia da Polícia Federal em Macaé, unidade responsável pelo monitoramento de delitos federais e pelo apoio no cumprimento de mandados de tribunais de todo o Brasil. Na esfera estadual, o registro do boletim de cumprimento de mandado e o trâmite penitenciário imediato ficaram sob a responsabilidade do delegado titular da 123ª DP (Macaé).

O patrulhamento preventivo e as rondas ostensivas na região continuam sendo executados pelo 32º Batalhão de Polícia Militar (Macaé), que atua cobrindo também municípios vizinhos como Casimiro de Abreu, Rio das Ostras e Conceição de Macabu. A corporação mantém equipes atentas a movimentações atípicas nos acessos às áreas conflagradas do município.

Como denunciar foragidos e atividades criminosas

A população pode ajudar as forças de segurança a localizar criminosos procurados ou denunciar pontos de tráfico e esconderijos de armas sem precisar se identificar. As denúncias são totalmente anônimas e funcionam 24 horas por dia em todo o estado do Rio de Janeiro.

  • Disque Denúncia do Rio: ligue para o telefone (21) 2253-1177 ou utilize o WhatsApp no mesmo número. O serviço garante sigilo absoluto e funciona todos os dias da semana.
  • Polícia Militar (urgências): em situações de perigo imediato, tiroteio ou flagrante, ligue diretamente para o número 190. A ligação é gratuita.
  • Delegacia da PF em Macaé: denúncias sobre crimes de ordem federal e foragidos de outros estados podem ser encaminhadas diretamente ao setor de plantão da delegacia local ou pela ouvidoria oficial da Polícia Federal na internet.
  • Atendimento presencial: informações sobre crimes em andamento também podem ser fornecidas presencialmente na 123ª DP (Macaé), situada na Rua Presidente Sodré, no Centro da cidade.
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