Operação no Complexo de Israel fecha Avenida Brasil e afeta transportes

operação no Complexo de Israel

Uma operação no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, provocou impactos significativos na mobilidade urbana e nos serviços públicos nesta terça-feira (3). A ação policial resultou no fechamento temporário da Avenida Brasil, suspensão parcial da circulação de trens do ramal Saracuruna e alterações no funcionamento do BRT Transbrasil. O cenário também afetou escolas e unidades de saúde da região.

Segundo a SuperVia, os trens do ramal Saracuruna estão circulando apenas nos trechos entre Saracuruna e Duque de Caxias e entre Penha e Central do Brasil. O intervalo entre as composições é de 40 minutos, e a medida foi adotada para garantir a segurança dos passageiros e funcionários. A concessionária não divulgou previsão de normalização do serviço.

Já a MobiRio informou que três linhas do corredor Transbrasil estão operando com intervalos irregulares: a linha 60 (Deodoro x Gentileza, parador), a linha 61 (Deodoro x Gentileza, expresso) e a linha 71 (Vigário Geral x Gentileza, expresso). A circulação dos coletivos foi diretamente afetada pelo bloqueio da Avenida Brasil, que ficou interditada por cerca de meia hora, por volta das 5h da manhã. Segundo o Rio Ônibus, a rotina foi alterada nesse período, mas o tráfego já foi retomado.

A Secretaria Municipal de Educação informou que 17 unidades escolares da rede municipal, situadas nas comunidades da Cidade Alta, Parada de Lucas, Vigário Geral e Cinco Bocas, fecharam as portas por conta da operação. A suspensão das aulas visa preservar a segurança de alunos, professores e funcionários. Além disso, duas unidades de saúde — entre clínicas da família e centros municipais — interromperam o atendimento, enquanto uma terceira segue sem realizar atividades externas, como visitas domiciliares.

A operação, conduzida por diversas unidades da Polícia Militar, tem como foco a repressão a grupos criminosos que atuam nas comunidades de Parada de Lucas, Cordovil, Cidade Alta, Brás de Pina e Vigário Geral. Segundo a corporação, esses grupos são responsáveis por roubos de veículos e cargas, além de promoverem conflitos armados por disputa territorial.

Entre os agentes envolvidos estão equipes do Batalhão de Ações com Cães (BAC), Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Grupamento Aeromóvel (GAM), Tático de Motociclistas (BTM), Núcleo de Apoio às Operações Especiais (Naoe), além do 16° BPM (Olaria). A operação conta ainda com o apoio do 1º Comando de Policiamento de Área, das Rondas Especiais e Controle de Multidões (Recom), do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) e do Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (Gesar).

Nas redes sociais, moradores e usuários do transporte público relataram o impacto da operação em suas rotinas. “Bom dia. Sem trem porque está tendo tiroteio em Vigário Geral”, escreveu um usuário no X (antigo Twitter). “Tiroteio em Vigário e eu tendo que ir para a faculdade voando porque não posso faltar mais”, relatou outro internauta.

Houve também críticas sobre a recorrência de operações em áreas densamente povoadas e seus reflexos no cotidiano da população. “Muito bom começar o dia com trem suspenso por causa de tiroteio”, ironizou mais um usuário nas redes.

Até o momento, não há informações sobre prisões ou apreensões durante a operação. A Polícia Militar reforça que as ações visam reduzir a criminalidade na região e desarticular quadrilhas envolvidas em atividades ilegais. A previsão é de que as forças de segurança permaneçam no local até que seja garantida a estabilidade da área.

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