A operação na Gardênia Azul mobiliza equipes do Bope desde as primeiras horas desta sexta-feira (8), na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a Polícia Militar, a comunidade será ocupada por tempo indeterminado como parte das ações de combate ao crime organizado na região.
De acordo com a corporação, a ação tem como objetivo reprimir o tráfico de drogas, roubos de veículos e roubos de cargas. Informações de inteligência recebidas pelo Bope indicam que ordens para ataques em Curicica, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes estariam partindo da Gardênia Azul.
Essas áreas são apontadas como regiões de atuação de grupos milicianos, enquanto a Gardênia Azul vive uma disputa territorial envolvendo criminosos ligados ao tráfico. A movimentação aumentou a tensão na Zona Sudoeste e motivou o reforço policial.
Por causa da operação, sete escolas municipais suspenderam as aulas na região, segundo a Secretaria Municipal de Educação. A medida foi adotada por segurança, diante da presença das equipes policiais e da possibilidade de confronto.
Carro-comando
A Polícia Militar informou que instalou um Centro Integrado de Comando Móvel na localidade. O equipamento conta com drones para monitorar a movimentação de criminosos e apoiar as equipes durante a ocupação.
Até o momento, não havia informações sobre presos ou apreensões nesta nova ação. A operação segue em andamento, com policiamento reforçado dentro da comunidade.
Participam da mobilização agentes do Comando de Operações Especiais, do Comando de Polícia Especializado e de unidades subordinadas ao 2º Comando de Polícia de Área.
Além do Bope, também atuam na Gardênia Azul equipes do Batalhão de Polícia de Choque, do Batalhão de Ações com Cães e do 18º BPM, de Jacarepaguá.
Operação anterior
A Gardênia Azul já havia sido alvo de uma operação policial nesta quinta-feira (7). Na ocasião, equipes do Bope entraram na comunidade, que enfrenta uma disputa territorial entre milicianos e traficantes do Comando Vermelho.
Segundo informações repassadas pelas autoridades, o Comando Vermelho controla atualmente a área. A nova ocupação busca ampliar a presença policial e reduzir a capacidade de atuação de criminosos na comunidade e em bairros próximos.
A permanência por tempo indeterminado indica que a Polícia Militar pretende manter o cerco na região enquanto avalia os desdobramentos da disputa. Moradores devem acompanhar atualizações sobre aulas, trânsito e serviços públicos afetados pela ação.














