Operação na Maré tem 12 fuzis apreendidos, suspeitos feridos e PM baleado

Uma operação da Polícia Militar mobilizou cerca de 200 agentes no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira (28). A ação terminou com prisões, suspeitos baleados, um policial ferido e a apreensão de doze fuzis.

Apreensões e tiroteio intenso durante confronto no Complexo da Maré

A ação policial começou nas primeiras horas da manhã e mirou grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas e à circulação ilegal de armamento pesado na comunidade. Equipes avançaram pelas vielas com o suporte de sete blindados e uma aeronave do Grupamento Aeromóvel.

As tropas especializadas mobilizadas reuniram agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), do Batalhão de Ações com Cães (BAC) e do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM). O avanço dos policiais gerou fortes tiroteios em diferentes pontos da região.

Segundo balanço da Polícia Militar, um suspeito morreu após ser atingido e outros seis ficaram feridos durante os confrontos armados. Um policial militar também acabou baleado na ação, mas o estado de saúde dele é estável e ele não corre risco de vida.

Sobre o total de detenções, há pequena divergência entre os registros iniciais divulgados. A Polícia Militar informou a captura de sete suspeitos em seu primeiro relatório, enquanto dados apurados junto às forças de segurança por outros canais apontam até oito pessoas presas. Todos os detidos foram encaminhados para os procedimentos legais.

No material recolhido pelas tropas, o balanço parcial confirmou 12 fuzis, cinco pistolas, granadas e grande volume de munições. Os policiais também recuperaram um veículo e apreenderam drogas que ainda passam por pesagem oficial na delegacia responsável.

Como fica a rotina da região durante a operação

Quem vive no Complexo da Maré ou precisa passar pelo entorno enfrentou uma manhã de tensão e reflexos imediatos no cotidiano. O barulho de disparos frequentes e a movimentação intensa de viaturas e veículos blindados alteraram a circulação interna dos moradores.

As vias expressas que margeiam o conjunto de favelas, como a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, exigem atenção redobrada dos motoristas devido à aproximação das viaturas e ao risco de retenções repentinas. Quem utiliza linhas de ônibus que cortam as pistas laterais da Avenida Brasil também pode encontrar intervalos maiores e desvios provisórios.

Em dias de operações com armamento pesado na comunidade, unidades municipais de saúde e escolas da rede pública costumam acionar protocolos de segurança para proteger alunos e funcionários. Os serviços locais recomendam evitar deslocamentos desnecessários pelo interior da comunidade enquanto os agentes estiverem no terreno.

O que já se sabe sobre o confronto

A Polícia Militar confirmou que a intervenção tinha como foco desarticular pontos estratégicos usados por traficantes na distribuição de entorpecentes e estocagem de armas. Até o momento, as circunstâncias exatas das trocas de tiros ainda estão sob apuração pericial.

Os feridos durante o cerco foram levados para atendimento em unidades hospitalares da rede pública sob escolta policial. A corporação não divulgou a identidade nem a unidade médica para onde os suspeitos foram encaminhados, seguindo normas de segurança institucional.

Todo o armamento apreendido, incluindo os doze fuzis e granadas, seguiu para apresentação à Polícia Civil. O material deve passar por perícia técnica no Instituto de Criminalística Carlos Éboli para checagem de registros e confronto balístico em investigações de outros crimes.

Como denunciar esconderijos de armas e suspeitos

Moradores que quiserem repassar informações que ajudem as autoridades a localizar depósitos de armas, esconderijos de drogas ou foragidos da Justiça podem utilizar canais totalmente anônimos. A comunicação rápida ajuda a conter episódios violentos na comunidade.

O principal canal no Rio de Janeiro é a central do Disque Denúncia, que atende 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177. A ligação é anônima e ninguém precisa se identificar para passar os dados aos operadores.

Também é possível enviar informações, fotos ou vídeos pelo aplicativo oficial Disque Denúncia RJ ou pelo serviço de mensagem instantânea no WhatsApp anonimizado do programa. Para emergências em tempo real, viaturas da Polícia Militar devem ser solicitadas pelo número 190.

Limpatech