Operação contra abuso sexual infantil prende 44 pessoas em todo o país

Operação contra abuso sexual

Força-tarefa da Polícia Federal e das Polícias Civis cumpre 153 mandados de busca e apreensão; duas vítimas foram resgatadas

Uma operação nacional de combate a crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes resultou na prisão de 44 pessoas, na manhã desta quarta-feira, dia 2 de setembro, em diferentes regiões do país. Durante a ação, duas vítimas foram identificadas e resgatadas.

Batizada de Proteção Integral V, a operação é coordenada pela Polícia Federal (PF), em parceria com as Polícias Civis de 20 estados, e mobiliza 755 agentes. Ao todo, são cumpridos 153 mandados de busca e apreensão nas 27 unidades da Federação.

Até a última atualização divulgada pela PF, 31 pessoas haviam sido presas em flagrante e outras 13 tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos. Três menores também foram apreendidos.

As investigações têm como alvo suspeitos envolvidos no armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual infantojuvenil. Participam da mobilização 480 policiais federais e 275 policiais civis.

No Rio de Janeiro, a Polícia Civil integra a força-tarefa. Também participam as corporações de Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

A Proteção Integral V é uma continuidade das quatro operações de mesmo nome realizadas em 2025 e 2026, além da Operação Guardião Digital, deflagrada em março deste ano.

Segundo a Polícia Federal, somente entre janeiro e agosto de 2026, pelo menos 980 mandados de prisão contra foragidos da Justiça acusados de crimes sexuais foram cumpridos pela corporação em todo o país.

Alerta aos responsáveis

A PF também reforçou o alerta para que pais e responsáveis acompanhem a atividade de crianças e adolescentes na internet, principalmente em redes sociais, jogos e aplicativos. Mudanças repentinas de comportamento, isolamento e excesso de segredo em relação ao uso do celular ou computador podem indicar situações de risco.

A orientação é manter diálogo aberto sobre os perigos do ambiente virtual e ensinar crianças e adolescentes a procurar ajuda sempre que receberem contatos ou abordagens inadequadas.

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