Operação contra braço armado do Comando Vermelho afeta Magé e a Zona Oeste

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma grande operação nesta quarta-feira para desarticular a chamada Equipe Astro. O grupo é apontado como o braço armado da facção Comando Vermelho que atua em Magé e na Zona Oeste da capital.

Polícia Civil combate expansão territorial de facção criminosa

Os agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais, a Draco, saíram cedo para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. A ação contou com o apoio essencial do Departamento-Geral de Polícia Especializada, o DGPE, e da Coordenadoria de Recursos Especiais, a Core. O principal objetivo da ação é frear a expansão territorial da facção criminosa, que tem tentado invadir novas comunidades no estado.

A investigação aponta que a Equipe Astro tem uma estrutura muito organizada. O bando é responsável pela logística de armas, monitoramento dos passos das forças de segurança e execução de ataques contra rivais. Os mandados judiciais foram focados em bairros de Magé, na Baixada Fluminense, e também nas comunidades da Gardênia Azul e da Cidade de Deus, ambas localizadas na Zona Oeste da capital fluminense.

Segundo a polícia, os criminosos investigados participaram ativamente de invasões recentes e confrontos armados nas regiões de Curicica, Camorim, Rio das Pedras e Muzema. O principal alvo da operação foi identificado como Rubens Mateus Lisboa Ribeiro, conhecido pelo apelido de Astro ou Lisboa, apontado como o líder dessa ramificação armada.

O que já se sabe sobre a investigação

As investigações começaram após confrontos intensos na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A polícia identificou que o grupo utilizava táticas militares para invadir comunidades controladas por milicianos. Um dos homens de confiança do grupo era Pierre Sá da Silva, o PQD, que tinha treinamento militar e repassava técnicas de combate para os outros traficantes da quadrilha.

PQD morreu no dia 18 de agosto deste ano após entrar em confronto armado com policiais civis na comunidade da Gardênia Azul. A partir da morte dele e da análise de materiais apreendidos, a Draco conseguiu mapear toda a cadeia de comando da Equipe Astro. Com isso, os agentes identificaram cada integrante e suas respectivas funções na venda de drogas e na guarda do armamento pesado.

Como fica a rotina nas regiões afetadas

Quem mora em Magé e nas áreas de mata e acessos da Gardênia Azul e Cidade de Deus deve redobrar a atenção. A presença da polícia militar e civil está reforçada nos acessos a essas comunidades para garantir a segurança de quem precisa trabalhar. Os serviços essenciais como postos de saúde e escolas municipais funcionam com atenção especial e podem ter horários alterados caso ocorram novos tiroteios.

Até o momento, os transportes públicos na Baixada Fluminense e na Zona Oeste seguem operando, mas com desvios pontuais em ruas internas onde a polícia realiza buscas. A orientação para os motoristas e pedestres é evitar circular por ruas desertas ou próximas a áreas de mata nessas regiões durante o período da tarde.

Como denunciar a ação de criminosos

A colaboração da população é fundamental para que a polícia consiga localizar os criminosos que ainda estão foragidos. Qualquer informação sobre o paradeiro de Rubens Mateus Lisboa Ribeiro, o Astro, ou de outros integrantes do grupo pode ser repassada de forma totalmente anônima.

O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende pelo telefone 2253-1177 e funciona 24 horas por dia. O cidadão também pode fazer a denúncia através do aplicativo oficial do Disque Denúncia RJ ou pelo portal da instituição na internet. O sigilo do denunciante é garantido por lei e nenhuma informação pessoal é registrada.

Quem responde pelo policiamento local

O policiamento preventivo na região de Magé é de responsabilidade do 34º Batalhão de Polícia Militar. Na Zona Oeste, a segurança ostensiva é feita pelo 18º Batalhão de Polícia Militar, em Jacarepaguá. O caso segue sob a responsabilidade da Draco, que fica localizada na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio.

A Polícia Civil informou que as diligências continuam ao longo do dia para prender os criminosos que conseguiram fugir para áreas de mata. Quem tiver o carro ou imóvel danificado durante a operação pode procurar a delegacia da sua área para registrar a ocorrência policial.

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