O povo precisa ser ouvido. DIRETAS JÁ!

O Povo precisa ser ouvido

Nesta última segunda-feira (23), O governador Cláudio Castro (PL) anunciou sua renúncia ao cargo, e o art. 81 da Constituição Federal versa que em caso de vacância no último ano de mandato, a eleição para um governante-tampão será indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), em até 30 dias após a publicação do ato em Diário Oficial. 

Enquanto nos gabinetes da ALERJ, os 70 deputados articulam e negociam para escolher um gestor provisório para estado, nas ruas e nas redes sociais, 13 milhões de cidadãos fluminenses impedidos de votar, comungam o sentimento de inconformismo com a exclusão.

Respeitam os ditames da lei, mas vêem a eleição indireta como um jogo político com cartas marcadas. Há um consenso entre os cidadãos-contribuintes de que ao restringir essa  otação ao parlamento estadual, a Constituição os torna meros espectadores de um pleito importantíssimo, cujo resultado afetará respectivamente, suas vidas, em todos os aspectos.

Esse pleito indireto para sucessão de Castro escancara o abismo entre a vontade popular e a letra fria da lei. Enquanto os deputados se amparam na legalidade para proferir seus votos, o povo questiona se uma casa legislativa historicamente marcada por recorrentes escândalos éticos, políticos e administrativos que culminaram em sua desmoralização, deveria ter chancela legal para escolher um governante-temporário comprovadamente avesso à corrupção.

Alberto Ahmed

Limpatech