Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, atende pedido e suspende veiculação de propaganda eleitoral.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou neste sábado (26/9) a suspensão de um jingle da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A peça publicitária em questão associa o senador Flávio Bolsonaro (PL) a denúncias de compra de imóveis com dinheiro em espécie, um suposto esquema de “rachadinha” e também a um caso envolvendo o Banco Master.
A decisão atende a um pedido para suspender a propaganda, que foi veiculada em rádio e TV entre os dias 28 e 31 de agosto de 2026, em sete oportunidades. O jingle, intitulado “Foi o Flávio Bolsonaro”, questionava o senador sobre valores recebidos para a produção de um filme, depósitos em dinheiro vivo em uma loja de chocolates, e o envolvimento de seu assessor Queiroz no esquema de “rachadinha”.
Nunes Marques considerou que o conteúdo da propaganda continha “descontextualização grave”, o que poderia configurar desinformação e atingir a honra do representante. A propaganda também mencionava uma homenagem feita por Flávio Bolsonaro a Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope e apontado como líder do crime organizado no Rio de Janeiro.
Argumentos da Campanha de Lula e Decisão do TSE
O jingle da campanha de Lula, que agora está suspenso, também levantava questionamentos sobre a homenagem de Flávio Bolsonaro a Adriano da Nóbrega, e sobre a aquisição de pelo menos 51 imóveis em dinheiro vivo. Esses pontos foram considerados pela Justiça Eleitoral como passíveis de desqualificação da honra e descontextualização.
Em sua decisão liminar, o presidente do TSE afirmou que a controvérsia girava em torno da “eventual desqualificação da honra do representante e da possível descontextualização grave das afirmações veiculadas”. A suspensão da propaganda, conforme o despacho, terá validade até que o pedido principal da representação seja julgado.
Propaganda Questionava Homenagem e Imóveis de Flávio Bolsonaro
A propaganda eleitoral de Lula, que foi suspensa, citava diretamente Flávio Bolsonaro, questionando sua relação com Adriano da Nóbrega, a quem o senador prestou uma homenagem. Além disso, o jingle abordava a compra de mais de 50 imóveis pelo senador, levantando suspeitas sobre a origem dos recursos.
A medida adotada por Nunes Marques visa evitar a continuidade da veiculação de conteúdo que, segundo a análise preliminar, pode conter informações descontextualizadas e prejudicar a imagem de Flávio Bolsonaro. A decisão ressalta a importância da precisão e da veracidade das informações em campanhas eleitorais.
Impacto da Decisão e Próximos Passos
A suspensão do jingle “Foi o Flávio Bolsonaro” representa uma vitória para a defesa do senador, que alegou desinformação e descontextualização nas acusações. A decisão do TSE, ainda que liminar, impede a continuidade da propaganda até o julgamento do mérito da questão.
O caso evidencia a sensibilidade do período eleitoral e a importância da atuação da Justiça Eleitoral na fiscalização de conteúdos que possam influenciar o eleitorado de forma indevida. A campanha de Lula terá que aguardar a decisão final do TSE sobre a representação movida.













