Niterói abre exposições em celebração às mulheres e aos povos indígenas

A obra da artista Carolina Kasting

Para celebrar o mês das mulheres (março) e o dos povos indígenas (abril), o Espaço Cultural Correios Niterói realiza, no próximo dia 15, a abertura conjunta de três exposições: “Entrelinhas Coloridas”, “Belezas são coisas acesas por dentro”, e “Entre a terra e a eternidade”, esta última composta por mulheres indígenas, que apresentam seus trabalhos pela primeira vez no ECC Niterói. As mostras seguem até o dia 26 de abril, com classificação livre e a entrada gratuita.

Alinhada aos valores dos Correios, em especial à Diversidade e o Respeito às Pessoas, a programação é eclética e cheia de sensibilidade, convidando o público a apreciar e debater sobre a ancestralidade e o lugar da mulher no mundo das artes.

Entrelinhas coloridas – Projeto idealizado pela artista Lesiane Lazzarotti, a mostra reúne obras de dez artistas plásticas para homenagear 26 mulheres notáveis da história do Brasil. A exposição traz pinturas, instalações, vídeoarte, apresentações musicais e um rico diálogo com o público. Participam da exposição as artistas: Andrea Foti, Cláudia Vasconcellos, Jaqueline Ikemura, Lelê Fernandes, Lesiane Lazzarotti, Marcia Grijó, Maria Eugênia, Maru Lazzaroggi, Riele Kraether e Wil Catarina. Uma celebração do feminino histórico, dando voz e visibilidade a mulheres que, apesar dos desafios, marcaram nossa história com coragem e resistência.

Belezas são coisas acesas por dentro – Com curadoria da Plural, integrada por Amanda Leite e Cota Azevedo, a mostra destaca a força criativa feminina e suas diversas formas de expressão. As obras exploram temas como identidade, ancestralidade, resistência e representatividade, trazendo reflexões sobre o papel das mulheres na arte e na sociedade. Na exposição, as artistas Aline Sanpin, Carolina Kasting, Liane Roditi, Míriam Ramalho, Denise Braune, Fernanda Kimura, Sandra Gonçalves e Marina Witt utilizam diferentes linguagens e suportes para questionar estereótipos e ampliar o debate sobre gênero e cultura.

Entre a terra e a eternidade – O grupo ‘Vozes do Mundo’ apresenta a exposição coletiva que dá visibilidade às vozes e lutas das mulheres indígenas no Brasil. A mostra reúne as artistas Ana Maria Kariri, Maria Karajá, Camila Kanela, Camila Sol, Carolina Potiguara, Emiliana Marajoara, Eva Tupinambá, Kaolin Maxakali, Mandacaru Karaja e Tapixi Guajajara, destacando a centralidade das mulheres indígenas como agentes de resistência e transformação. Dividida em três eixos – “A Terra que Nos Sustenta e Ensina”, “O Tempo é Espiral” e “Espírito, Ancestralidade e Eternidade” –, a exposição convida à reflexão sobre memória, espiritualidade e a relação entre feminino e natureza. A arte aqui é território de luta e inspiração, conectando narrativas ancestrais e projetando futuros possíveis.

Fonte: O São Gonçalo

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