O Museu de Arqueologia de Nova Iguaçu foi inaugurado como o primeiro do tipo no estado do Rio de Janeiro, marcando um avanço importante para a cultura e a preservação histórica na Baixada Fluminense.
Instalado no Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, em Tinguá, o espaço nasce com a missão de preservar, estudar e expor vestígios que ajudam a contar a trajetória da região e sua relevância na formação do país.
O museu já conta com um acervo expressivo, reunindo mais de 200 mil fragmentos arqueológicos identificados na área, muitos deles datados do século XIX.
A iniciativa também inclui a criação de uma Superintendência de Pesquisas Arqueológicas, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura, garantindo rigor científico e continuidade nos estudos realizados no local.
Segundo o prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, o projeto representa um resgate da identidade histórica da cidade.
“A inauguração deste museu marca um reencontro de Nova Iguaçu com sua própria história. Estamos falando de um território que já foi estratégico para o desenvolvimento do estado e que, por muito tempo, ficou esquecido. Esse é um passo importante para colocar Nova Iguaçu no mapa da cultura e da pesquisa no Brasil”, afirmou.
O secretário municipal de Cultura, Marcus Monteiro, também destacou o papel do museu como espaço ativo de produção de conhecimento.
“O MAE-NI nasce com a missão de ser um espaço vivo, de produção de conhecimento e de diálogo com a sociedade. Queremos que a população se reconheça nesse acervo e compreenda a riqueza da nossa história, transformando o museu em um polo de pesquisa, educação e valorização da diversidade cultural”, disse.
A região onde o museu está localizado possui relevância histórica desde o período do Brasil Império, quando era um importante eixo logístico para o escoamento da produção de café, conectando áreas do interior ao restante do estado.
O projeto também busca integrar a Baixada Fluminense ao circuito nacional de preservação patrimonial, com apoio de instituições acadêmicas como universidades e museus especializados.
A proposta de visitação vai além da exposição tradicional, incentivando o público a explorar o entorno, incluindo ruínas e sítios arqueológicos presentes no parque.
A exposição inaugural, intitulada “Raízes Ancestrais – A construção da nação brasileira”, apresenta uma linha do tempo que percorre desde os primeiros registros da humanidade até a formação de Nova Iguaçu no século XIX.
O espaço funciona com entrada gratuita, de sexta a domingo, das 9h às 17h, e está localizado na Estrada Zumbi dos Palmares, na região de Barão do Guandu.
A inauguração reforça o potencial cultural da cidade e amplia as oportunidades de acesso ao conhecimento histórico, valorizando a memória e a identidade da população local.














