Muro de colégio tradicional cai na Tijuca e fecha rua do bairro

Parte do muro do Colégio Estadual Antônio Prado Júnior desabou na tarde desta quarta-feira, na Tijuca, Zona Norte do Rio. A queda bloqueou totalmente a Rua Felisberto de Menezes e complicou o trânsito na região da Rua Mariz e Barros.

Não há registro de feridos até o momento. De acordo com informações iniciais apuradas no local, a calçada já se encontrava com trecho isolado por medidas preventivas antes do desmoronamento completo da estrutura de alvenaria.

Queda de muro histórico atinge acesso na Tijuca

A estrutura que veio abaixo integrava o conjunto arquitetônico da unidade escolar, implantada naquele endereço no ano de 1967. O colégio fica situado bem ao lado do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ), polo que concentra grande movimentação diária de pedestres, estudantes e veículos de transporte escolar.

Com o desabamento, dezenas de tijolos e blocos de concreto cobriram a calçada e parte do asfalto da Rua Felisberto de Menezes, via que faz a ligação de pedestres e moradores com o eixo viário da Rua Mariz e Barros. O tráfego precisou ser interditado imediatamente para a atuação dos agentes públicos.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foram acionadas para fazer a vistoria emergencial da área. Profissionais de órgãos operacionais da Prefeitura do Rio de Janeiro também se deslocaram ao ponto do incidente para gerenciar o tráfego e avaliar os riscos estruturais remanescentes.

Como fica a circulação e o trânsito no entorno

Quem precisa circular pela região da Tijuca encontra retenções nos horários de maior fluxo. A Rua Mariz e Barros concentra parte importante dos ônibus que saem da Zona Norte em direção ao Centro da cidade e à Grande Tijuca. Por causa do bloqueio na Rua Felisberto de Menezes, o acesso de veículos locais e entregas foi totalmente interrompido naquele trecho específico.

Motoristas que costumam utilizar vias secundárias para fugir do tráfego mais denso da Mariz e Barros devem seguir direto pelas vias principais, como as ruas São Francisco Xavier ou Afonso Pena. Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) orientam motoristas e pedestres que circulam nas proximidades da escola.

Para pedestres que caminham entre a Praça da Bandeira e o coração da Tijuca, a recomendação é evitar a passagem pelo lado da calçada atingido pelos escombros, buscando a calçada oposta do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro ou travessias monitoradas.

O que já se sabe sobre o desabamento

A instituição de ensino foi inaugurada em sua sede atual no fim da década de 1960 e atende centenas de alunos da rede pública estadual. A área do muro apresentava sinais prévios de fragilidade, motivo pelo qual fitas de isolamento haviam sido instaladas anteriormente no perímetro da calçada.

As causas técnicas da queda ainda não foram detalhadas pelas autoridades. A Defesa Civil municipal deve enviar peritos para checar se outras partes do muro da escola correm perigo de novo desprendimento, garantindo a integridade dos pedestres e dos estudantes que utilizam as instalações.

O fornecimento de serviços essenciais como água, luz e gás nas residências próximas à esquina não sofreu interrupção oficial até a última atualização desta ocorrência. A limpeza do entulho da pista depende da conclusão das vistorias técnicas.

Quem responde e a quem recorrer

A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) é a pasta estadual responsável pela gestão patrimonial e pelas instalações físicas das unidades escolares estaduais. Até o fechamento desta reportagem, a pasta ainda não havia informado cronograma de obras para a reconstrução do muro caído.

Em caso de novas trincas, rachaduras ou ameaças de quedas de muros e marquises na região, qualquer cidadão pode e deve acionar imediatamente a Defesa Civil do Rio de Janeiro pelo telefone 199. A ligação é gratuita e o atendimento funciona 24 horas por dia.

Para emergências que envolvam risco iminente à vida, soterramentos ou acidentes em vias públicas, o Corpo de Bombeiros atende pelo número 193. Já problemas e solicitações de remoção de entulhos em calçadas e vias podem ser registrados na Central 1746 da Prefeitura do Rio.

O que diz a Seeduc

A Secretaria de Estado de Educação esclarece que não houve feridos na queda de parte do muro do C.E. Antônio Prado Júnior. A área já estava devidamente isolada e não oferecia riscos aos alunos e servidores. 
A Empresa de Obras Públicas – Emop foi acionada para a intervenção a fim de que a construção do novo muro seja iniciada nesta quinta-feira (05), além de fechar a área com tapumes. As aulas não precisaram ser suspensas. 
A Seeduc esclarece ainda que o colégio possui mais de um acesso e que a portaria afetada foi justamente a que já estava interditada.
Limpatech