Uma mulher foi presa em flagrante na sexta-feira após tentar entrar com maconha escondida no Presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. Policiais penais encontraram o entorpecente camuflado no forro de uma jaqueta durante a revista.
Flagrante no Presídio Evaristo de Moraes durante revista rigorosa
A prisão aconteceu no momento em que os agentes realizavam o procedimento padrão de inspeção nos visitantes da unidade prisional, conhecida popularmente como Galpão da Quinta da Boa Vista. A ação faz parte da Operação Illicitus, coordenada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seppen).
Segundo a corporação, a visitante identificada como Renata Cavalcanti Belota vestia o casaco no momento da abordagem. Os policiais penais desconfiaram do peso e do acabamento da peça. Ao realizarem uma checagem detalhada, os agentes localizaram porções de erva seca prensada costuradas estrategicamente na estrutura da jaqueta.
Após o flagrante no setor de custódia, a mulher e o material recolhido foram levados para a 17ª DP (São Cristóvão), delegacia que atende a região. No distrito policial, a autoridade de plantão autuou a mulher em flagrante por tráfico de drogas. Em seguida, ela retornou ao sistema penitenciário fluminense, desta vez na condição de detenta, aguardando audiência de custódia.
Balanço da Operação Illicitus nos presídios do Rio
A Seppen mantém a fiscalização reforçada em todas as penitenciárias do estado para sufocar a comunicação e a entrada de ilícitos comandados por facções criminosas. O trabalho busca desarticular a logística que abastece as galerias carcerárias da capital e do interior.
Desde o mês de agosto, os números divulgados pela pasta mostram o tamanho da pressão sobre o sistema. Foram apreendidos 1.268 aparelhos celulares e cerca de 30 quilos de entorpecentes diversos dentro e no entorno dos presídios fluminenses.
A vigilância não poupa quem tenta burlar as normas de segurança na fila de visitação. Com este caso recente em São Cristóvão, subiu para 13 o número de visitantes capturados em flagrante com itens proibidos. A operação também atingiu servidores: dois policiais penais acabaram detidos por envolvimento em desvios de conduta apurados pela corregedoria interna.
Quem responde por isso
O caso está sob responsabilidade direta da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 17ª DP (São Cristóvão), que lavrou o auto de prisão em flagrante e segue com as investigações para identificar se o detento que receberia a encomenda responde a novos processos disciplinares.
Na esfera administrativa, a fiscalização interna e o controle de acesso cabem exclusivamente à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seppen). A pasta destacou que o trabalho preventivo nos portais de revista continuará com rigor nas unidades masculinas e femininas para coibir fraudes na entrada de familiares e terceiros.
O que já se sabe sobre a tentativa de entrada da droga
As apurações preliminares revelam que a estratégia de camuflagem pretendia burlar a inspeção visual comum. A droga estava dividida em pequenos pacotes achatados para evitar volumes anormais no tecido da vestimenta.
A Seppen informou que as vistorias nos presídios contam com equipamentos de raio-X corporal e checagem minuciosa de peças de roupa e alimentos autorizados. Quando o visitante é pego com substâncias ilícitas, perde imediatamente a carteira de visitação e passa a responder a inquérito penal pelo crime de tráfico, cuja pena pode ter agravantes por ocorrer no interior de unidade prisional.
Como denunciar irregularidades no sistema prisional
A população pode colaborar de forma decisiva para frear a entrada de drogas e aparelhos de comunicação nos presídios do estado. Qualquer informação sobre planos de fuga, corrupção ou repasse de material proibido pode ser enviada com segurança aos canais oficiais.
O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177. O serviço garante sigilo absoluto e anonimato total ao denunciante. Além da linha direta, denúncias podem ser feitas pelo aplicativo ‘Disque Denúncia RJ’ ou diretamente à Ouvidoria da Seppen, que apura casos envolvendo visitantes ou servidores públicos.














