Uma mulher foi presa em flagrante na Rodoviária do Rio, no Santo Cristo, com mais de 13 quilos de maconha na bagagem. Segundo a Polícia Militar, a suspeita tentava embarcar em uma viagem direta para Cabo Frio.
Flagrante no terminal rodoviário do Santo Cristo
A prisão aconteceu na Rodoviária Novo Rio durante um patrulhamento de rotina de policiais do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur). Os agentes desconfiaram da atitude da passageira na área de embarque e resolveram revistar os pertences que ela carregava.
Dentro da bagagem da mulher, os militares encontraram dezenas de tabletes de erva seca prensada. A pesagem oficial do material apontou mais de 13 quilos de maconha.
De acordo com o registro policial, a suspeita admitiu aos agentes que atuava como mula do tráfico de drogas interestadual e intermunicipal. Ela relatou que receberia o valor de R$ 3 mil em dinheiro vivo apenas para transportar a carga ilícita até o município de Cabo Frio, localizado na Região dos Lagos.
Após o flagrante, a mulher e toda a droga foram levadas para a 4ª DP (Praça da República), central de flagrantes que atende parte do Centro da capital. A defesa da detida ainda não se manifestou no inquérito instaurado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
O que já se sabe sobre a rota do entorpecente
A polícia investiga agora quem entregou a bagagem com os entorpecentes à mulher no Rio de Janeiro e quem receberia a carga no terminal de Cabo Frio. Esse tipo de rota pelas rodovias estaduais costuma abastecer pontos de venda dominados por facções criminosas durante os fins de semana nas cidades litorâneas.
O policiamento em terminais de transporte coletivo do Rio conta com apoio constante de cães farejadores e equipes especializadas. O objetivo do comando da Polícia Militar é fechar as saídas da capital, impedindo que materiais ilícitos sejam levados de comunidades cariocas para municípios do interior fluminense.
Mesmo com a intensa fiscalização de bagagens de mão e compartimentos de carga, criminosos continuam cooptando pessoas sem antecedentes graves. As quadrilhas oferecem quantias rápidas de dinheiro para iludir quem topa assumir o risco da viagem criminosa.
Como denunciar o tráfico de drogas
Quem desconfiar de movimentações estranhas em paradas de ônibus, rodoviárias ou bagageiros suspeitos pode colaborar de forma totalmente anônima. A população tem canais seguros para repassar dados sobre o tráfico sem precisar se identificar.
- Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia.
- WhatsApp do Disque Denúncia: serviço disponível no número (21) 2253-1177 para envio de mensagens, fotos e vídeos.
- Emergências da Polícia Militar: ligue 190 caso flagre um crime em andamento em vias públicas ou estações.
As informações repassadas pela população ajudam o setor de inteligência das delegacias a mapear os distribuidores e intermediários que atuam aliciando pessoas em áreas públicas do município.
Quem responde por isso
O policiamento ostensivo e a primeira abordagem ficaram sob responsabilidade do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), divisão da Polícia Militar focada na segurança de grandes pontos de circulação e nós viários turísticos do Rio.
Já o inquérito policial e a custódia da suspeita cabem à 4ª DP (Praça da República). A unidade da Polícia Civil realiza os procedimentos legais, como a perícia definitiva nos mais de 13 quilos de maconha e a coleta de depoimentos formais.
A presa aguardará a audiência de custódia do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no sistema prisional do estado, onde um juiz decidirá se converte a prisão em flagrante em preventiva por tráfico de entorpecentes.














