Regiane Alves Rodrigues da Silva, de 38 anos, foi assassinada com um golpe de faca no peito na noite de segunda-feira, 19 de outubro, dentro de um mercado no bairro Água Vermelha, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá.
O ataque aconteceu na frente de testemunhas enquanto o casal discutia por causa de dinheiro. O homem tentou escapar logo após a agressão, mas os policiais militares e civis conseguiram capturar o suspeito durante as buscas na região.
Discussão por dinheiro terminou em assassinato dentro de comércio
De acordo com o relato registrado pelos policiais civis que atenderam a ocorrência, Regiane e o companheiro, Luciano Francisco de Moraes Silva, de 30 anos, entraram em conflito ainda no estabelecimento comercial. Testemunhas contaram que o clima esquentou rapidamente devido a desavenças financeiras entre os dois.
No meio do bate-boca, o suspeito pegou uma faca disponível no próprio mercado. Ele golpeou a mulher diretamente na região do peito, atingindo o coração da vítima, que caiu ferida no chão do comércio sem chance de reação imediata.
Equipes de resgate chegaram a ser acionadas para prestar socorro médico no endereço. No entanto, Regiane não resistiu ao ferimento profundo e teve a morte constatada ainda no local pelos socorristas que atenderam ao chamado de urgência.
O agressor correu para as ruas vizinhas na tentativa de despistar os moradores e a polícia. As equipes de segurança iniciaram o cerco pelas vias do bairro Água Vermelha até encontrarem o suspeito, que acabou rendido e levado para a delegacia de plantão.
O que já se sabe sobre a dinâmica do crime
A investigação preliminar conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso confirmou que o suspeito e a vítima mantinham um relacionamento amoroso. As apurações apontam que o desentendimento começou por cobranças de quantias em dinheiro minutos antes do golpe fatal.
Os investigadores já requisitaram imagens de câmeras de monitoramento do mercado e de comércios vizinhos. A perícia técnica esteve no local do crime para colher vestígios, analisar a faca usada na agressão e ouvir formalmente as testemunhas presenciais.
O homem permaneceu detido sob a acusação de feminicídio qualificado por motivo fútil. Ele segue à disposição da Justiça para a realização da audiência de custódia, enquanto o inquérito policial reúne os laudos cadavéricos emitidos pela perícia oficial.
Como denunciar casos de violência doméstica
Casos de agressão e ameaças contra mulheres exigem denúncia imediata antes que terminem em tragédia. Em situações de emergência com risco iminente à vida, qualquer pessoa deve acionar a Polícia Militar ligando para o telefone 190, com atendimento gratuito em todo o território nacional.
Para denúncias anônimas e pedidos de orientação especializada, o governo federal disponibiliza a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180. O canal funciona durante as 24 horas do dia, incluindo sábados, domingos e feriados, garantindo sigilo absoluto.
Moradores do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense também contam com o Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177, que opera sem identificar o denunciante. Informações sobre agressores foragidos ou armas ilegais podem ser repassadas a qualquer momento por ligação ou aplicativo.
O que fazer se você for vítima ou testemunha
Quem presencia ou sofre agressões pode procurar qualquer Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou a delegacia de bairro mais próxima para registrar o boletim de ocorrência. Leve documento de identidade com foto, comprovante de residência e o maior número possível de provas, como mensagens de celular e nomes de testemunhas.
Também é possível solicitar Medidas Protetivas de Urgência no ato do registro, determinando o afastamento imediato do agressor da residência da vítima. Em caso de lesões corporais, a delegacia encaminha a mulher para exame pericial obrigatório no Instituto Médico Legal (IML).
A Defensoria Pública oferece assistência jurídica gratuita para mulheres que não possuem recursos financeiros para arcar com advogados. Os núcleos especializados atuam para garantir pensão alimentícia, guarda dos filhos e proteção integral das vítimas de violência.














