Uma mulher morreu na noite desta segunda-feira (19) após cair do Viaduto da Barros Júnior, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A tragédia aconteceu depois de uma briga de trânsito envolvendo uma motocicleta e um carro de passeio.
Discussão no trânsito termina em tragédia na Barros Júnior
Segundo o relato de testemunhas que presenciaram a cena, o condutor de um carro e o piloto da moto começaram a discutir ainda na subida da via elevada. No meio do bate-boca, o motorista teria jogado o automóvel para cima da motocicleta em uma manobra perigosa.
Com a fechada violenta, a moto perdeu a estabilidade e bateu contra a mureta de proteção do viaduto. O impacto arremessou os dois ocupantes para baixo da estrutura de concreto. O motorista do carro fugiu sem prestar socorro.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, lotadas no quartel de Nova Iguaçu (4º GBM), receberam o chamado por volta das 20h35. Ao chegarem ao local indicado, os socorristas constataram que a mulher já estava em óbito. A identidade da passageira ainda não foi divulgada oficialmente pelas autoridades.
Um homem que pilotava o veículo de duas rodas também recebeu atendimento emergencial na pista. Apesar dos ferimentos leves e do susto, ele optou por assinar o termo de recusa e não foi levado a uma unidade médica de urgência.
O que já se sabe sobre o caso
A ocorrência foi comunicada aos órgãos de segurança pública da Baixada Fluminense na noite de segunda-feira. A área passou por isolamento inicial para permitir o trabalho de remoção e perícia cadavérica.
O Corpo de Bombeiros confirmou apenas o atendimento às duas pessoas e a fuga do condutor do automóvel. A identidade da vítima fatal aguarda a conclusão dos exames no Instituto Médico Legal (IML) do município para ser informada formalmente aos familiares.
Procurada nas primeiras horas da manhã para detalhar o andamento do inquérito e se câmeras de segurança flagraram a placa do carro, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro ainda não enviou retorno oficial com o número do procedimento.
Como denunciar o condutor foragido
Quem estava na Barros Júnior no momento da batida e anotou a placa ou viu a marca e a cor do veículo pode repassar os dados de forma sigilosa. A denúncia ajuda a localizar o condutor investigado pela colisão fatal.
- Disque Denúncia: ligue para o telefone (21) 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia e garantia total de anonimato.
- WhatsApp do Disque Denúncia: mensagens de texto e fotos podem ser enviadas para o número (21) 2253-1177.
- Aplicativo oficial: o envio de relatos também pode ser feito pelo app “Disque Denúncia RJ”.
- Delegacia local: informações presenciais podem ser entregues diretamente aos agentes de plantão na 52ª DP (Nova Iguaçu).
O que fazer se você presenciar crimes no trânsito
Acidentes provocados por desavenças exigem cuidado redobrado de quem assiste à cena nas vias públicas da região. O primeiro passo é acionar o socorro médico imediato pelo número 193 dos bombeiros ou chamar uma viatura da Polícia Militar pelo 190.
Se for seguro, anote detalhes como o modelo, a cor aproximada e as letras ou números da placa do veículo em fuga. Não tente perseguir motoristas em fuga, pois o comportamento violento coloca outras pessoas em perigo imediato.
Caso tenha registrado imagens em celular ou possua câmeras veiculares no automóvel, compareça à delegacia da região para disponibilizar os arquivos aos investigadores. O material pode fundamentar uma acusação de homicídio com dolo eventual ou fuga de local de acidente.
Como fica a região de Nova Iguaçu
O Viaduto da Barros Júnior é um dos principais acessos de veículos entre a Rodovia Presidente Dutra e o Centro de Nova Iguaçu. A estrutura recebe linhas municipais de ônibus e milhares de trabalhadores nos horários de pico comercial.
Após o atendimento da ocorrência e a saída das equipes dos bombeiros no fim da noite, o trecho foi liberado ao tráfego regular. Moradores relatam que a mureta baixa exige atenção constante de quem passa de moto pela subida.
Motoristas que usam a ligação diária devem ficar atentos à movimentação de agentes públicos e evitar manobras bruscas no acesso elevado, que costuma ter retenções frequentes nos finais de tarde.














