Mulher de 48 anos morre espancada após briga em Sepetiba

Nádia Ferreira Lima, de 48 anos, morreu após ser espancada em frente à sua casa, em Sepetiba, Zona Oeste do Rio, na noite de segunda-feira. A confusão começou após uma ofensa contra a filha cadeirante da vítima.

Agressões na porta de casa após discussão na rua

A violência aconteceu depois que a suspeita, de 34 anos, proferiu ofensas contra uma jovem com deficiência física que passava pela via. A irmã da jovem, Natalie Ferreira, tirou satisfações com a agressora e as duas chegaram a trocar empurrões na rua antes de Natalie voltar para sua residência.

A mãe, Nádia, acolheu a filha em casa e pediu para encerrar o atrito sem novas brigas. Porém, cerca de dez minutos depois, a suspeita retornou ao local acompanhada por um grupo formado por várias mulheres, chamando a família para o confronto na calçada.

Quando Nádia saiu para conversar e proteger as filhas, o grupo avançou contra ela. Conforme o relato da família, a dona de casa teve os cabelos puxados, foi derrubada no declive da rua e continuou sendo agredida no chão, batendo fortemente a cabeça contra o solo.

Moradores registraram imagens de Nádia caída e desacordada no asfalto cercada por testemunhas. Policiais militares do 27º Batalhão de Polícia Militar, de Santa Cruz, foram acionados para uma ocorrência de lesão corporal, mas quando chegaram ao local, os envolvidos já haviam fugido.

Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência prestaram os primeiros socorros ainda na rua. Nádia foi levada para a emergência do Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, mas a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que a vítima deu entrada na unidade já sem vida. O corpo seguiu para exames no Instituto Médico-Legal.

O que já se sabe sobre a apuração policial

O caso está registrado na 43ª Delegacia de Polícia, localizada em Guaratiba, responsável por conduzir as investigações no bairro. Agentes da unidade já colheram depoimentos formais de sete testemunhas que presenciaram as agressões no portão da residência.

Em depoimento, essas pessoas negaram ter participado do espancamento coletivo. Elas disseram que tentaram intervir para conter o tumulto e relataram que a principal agressora continuou sobre o corpo de Nádia mesmo quando outros tentavam retirá-la de cima da vítima.

A mulher apontada pela família como autora do crime foi formalmente intimada pelos investigadores. Até o momento, ela não se apresentou na delegacia. Segundo o levantamento policial, ela acumula quatro anotações criminais anteriores em seu histórico: duas acusações por ameaça e outras duas por lesão corporal.

Como denunciar paradeiro e prestar informações

Quem tiver informações sobre o paradeiro da investigada ou vídeos que ajudem a identificar todas as participantes da agressão pode acionar o Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone e WhatsApp (21) 2253-1177. O canal garante anonimato absoluto e funciona 24 horas por dia.

As informações também podem ser repassadas presencialmente ou por telefone diretamente na 43ª DP (Guaratiba), que atende a região de Sepetiba. Não é necessário se identificar no momento de fornecer relatos aos investigadores.

O que fazer se você presenciar agressões

Em ocorrências de agressão ou brigas coletivas em vias públicas, moradores devem acionar imediatamente o telefone 190 da Polícia Militar para envio de viaturas com prioridade. Manter registros em vídeo a uma distância segura ajuda no trabalho da perícia técnica.

Familiares e vítimas diretas de agressões devem buscar a delegacia mais próxima com documento de identificação original e comprovante de residência para lavratura imediata do boletim de ocorrência, além de solicitar a guia oficial para realização de exame de corpo de delito no IML.

Limpatech