Uma mulher de 30 anos sobreviveu a um ataque violento do próprio noivo, que a atingiu com dezenas de golpes de tesoura a um mês do casamento. O caso aconteceu na residência do casal e chocou familiares pela brutalidade.
Ataque violento e socorro imediato evitam tragédia familiar
Emily Byles, de 30 anos e mãe de duas crianças, tinha acabado de se mudar para a cidade de Glendale, no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Ela pretendia formalizar a união com o companheiro Zachary Velasquez. Contudo, em 5 de outubro, a rotina familiar virou pesadelo quando o homem partiu para cima dela usando uma tesoura.
A vítima declarou à imprensa local que o noivo não queria apenas feri-la, mas tirar sua vida. O agressor desferiu golpes sucessivos no pescoço, no rosto e na cabeça de Emily. Um dos cortes atingiu com gravidade a artéria vertebral, o que provocou perda intensa de sangue e demandou cirurgia vascular de urgência.
Imagens divulgadas após o resgate revelaram Emily hospitalizada, utilizando colar cervical e com hematomas severos em ambos os olhos. A mulher relatou ter sobrevivido por circunstâncias extraordinárias, considerando o tempo em que permaneceu sob a fúria do agressor dentro do quarto.
A ação decisiva da filha de 11 anos
O resgate só foi possível graças à intervenção da filha mais velha de Emily, de apenas 11 anos. A criança percebeu os barulhos e a gravidade das agressões no quarto. Com extrema coragem, a menina confrontou o homem para defender a mãe e telefonou imediatamente para o serviço de emergência policial.
Quando os agentes chegaram à casa, encontraram a porta do cômodo trancada. A equipe precisou arrombar o acesso para conter Zachary em flagrante e retirar Emily com vida. A ação rápida dos policiais e dos paramédicos garantiu que a vítima chegasse com pulso ao centro cirúrgico mais próximo.
Uso de drogas e delírios durante a agressão
Segundo depoimentos prestados à polícia e divulgados pela revista People, o suspeito apresentava comportamento alterado devido ao consumo contínuo de metanfetamina. Emily afirmou que, durante os episódios de descontrole, o companheiro passou a proferir frases sem nexo e de cunho religioso distorcido.
O homem dizia ser uma espécie de profeta e alegava que cometeria o homicídio para supostamente salvar a alma da companheira. Em depoimento formal na delegacia após a prisão, Zachary sustentou uma tese de legítima defesa, mas não soube apontar nenhuma ameaça real sofrida. Ele ainda declarou aos investigadores que escutava os pensamentos da mulher e acreditava que ela falava mal dele internamente.
Quem responde por isso perante a Justiça
Zachary Velasquez foi detido em flagrante pela polícia de Glendale e transferido para o sistema prisional regional. As autoridades policiais confirmaram que ele responderá criminalmente por tentativa de homicídio qualificado e agressão agravada com arma branca.
O suspeito permanece sob custódia sem direito imediato a fiança comum, enquanto o inquérito policial aguarda os laudos periciais da tesoura apreendida e os prontuários médicos da vítima. Os investigadores analisam também o histórico de compras de entorpecentes e ocorrências anteriores do casal.
O que fazer se você for vítima de violência doméstica
Casos graves de violência contra a mulher exigem denúncia imediata antes que escalem para desfechos fatais. No Brasil, qualquer pessoa que presencie ou sofra agressões dentro de casa pode buscar apoio gratuito nos canais governamentais de segurança:
- Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, canal federal anônimo, gratuito e que opera 24 horas prestando orientação e registrando queixas.
- Polícia Militar (190): Deve ser acionada imediatamente em momentos de flagrante, brigas em andamento ou risco iminente de morte.
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM): Unidades da Polícia Civil voltadas a medidas protetivas de urgência, afastamento do agressor do lar e acolhimento das vítimas.
- Disque Denúncia (2253-1177 no RJ): Atendimento 24 horas e sigiloso para passar informações sobre foragidos da Justiça ou abusos recorrentes na vizinhança.
Atualmente, Emily Byles mobiliza amigos e familiares em uma campanha de arrecadação financeira virtual. A meta da vítima é arcar com as dívidas dos procedimentos cirúrgicos de urgência e viabilizar a mudança definitiva para outro município, onde pretende recomeçar a vida com os filhos em segurança.














