O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro formalizou a denúncia contra cinco pessoas acusadas de tentativa de feminicídio contra uma mulher trans em Teresópolis, na Região Serrana. A ação busca responsabilizar integralmente os envolvidos pelo ataque brutal cometido na cidade.
A denúncia foi elaborada pela Promotoria de Justiça junto às Varas Criminais da comarca local. O caso causou forte comoção entre os moradores da região e reacendeu o alerta sobre a violência de gênero e transfóbica no interior do estado.
Ministério Público pede a prisão e punição de cinco suspeitos
Segundo a peça acusatória encaminhada à Justiça, os cinco investigados atuaram de forma conjunta na agressão. As investigações policiais apontaram que o crime foi motivado por preconceito e discriminação, com clara intenção de tirar a vida da vítima.
A mulher trans agredida precisou de atendimento médico de urgência devido à gravidade dos ferimentos provocados durante o ataque. A equipe de saúde que prestou os primeiros socorros encaminhou laudos detalhados que integraram o inquérito policial e reforçaram a denúncia do órgão ministerial.
O que já se sabe sobre a investigação do ataque
O inquérito foi conduzido pela 110ª DP (Teresópolis), que reuniu depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais. O material provou a participação direta dos cinco suspeitos na ação criminosa, justificando o pedido de responsabilização penal.
A promotoria enquadrou o caso como tentativa de feminicídio qualificado, considerando a condição do sexo feminino da vítima e a motivação fútil e torpe. A Justiça agora analisa a aceitação da denúncia para transformar os investigados em réus no processo legal.
Quem responde pelo caso na Justiça e na polícia
A investigação policial foi coordenada pela equipe da delegacia territorial de Teresópolis, sob supervisão da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Todos os relatórios foram repassados ao Ministério Público, que é o titular da ação penal pública.
Agora, o processo segue na Vara Criminal da Comarca de Teresópolis. Caberá ao juiz titular analisar o pedido da promotoria, decidir sobre eventuais prisões cautelares dos acusados e intimar as partes para as audiências de instrução e julgamento.
Como denunciar casos de violência contra a mulher e transfobia
Se você testemunhar qualquer tipo de agressão ou discriminação contra mulheres cis ou trans, faça a denúncia imediatamente aos órgãos oficiais. O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende pelo telefone (21) 2253-1177, com garantia absoluta de anonimato, funcionando 24 horas por dia.
Outra opção nacional é a Central de Atendimento à Mulher, acessível pelo número 180. O serviço oferece apoio, orientação e encaminha denúncias diretamente às autoridades policiais e redes de proteção locais em todo o estado.
O que fazer se você for vítima de agressão física ou ameaça
A vítima de agressão deve procurar imediatamente a delegacia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência. Em Teresópolis, a 110ª DP fica localizada na Rua Noventa e Três, s/n, no bairro Várzea, funcionando em regime de plantão permanente para atendimento emergencial.
É fundamental solicitar o encaminhamento para o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) para comprovar as lesões. Além disso, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência logo no momento em que registra o fato na unidade policial.
Foto: Agenda do Poder















