Um mototaxista está desaparecido há mais de um mês após aceitar uma corrida com destino à Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A família do profissional vive dias de angústia em busca de qualquer pista concreta.
Sumiço misterioso após embarque de passageiro
O trabalhador realizava corridas regulares na região quando aceitou a viagem que tinha como ponto final o bairro insulano. Desde que seguiu viagem pela principal via de acesso ao local, ele não entrou mais em contato com parentes ou colegas de ponto.
A motocicleta utilizada para o sustento da casa também não foi localizada até o momento. Familiares relatam que o motorista nunca teve o hábito de passar a noite fora de casa sem avisar com antecedência. Amigos de profissão montaram buscas por conta própria em diversos trechos de ligação viária, mas não encontraram vestígios do veículo ou do condutor.
O sumiço repentino gerou forte comoção entre trabalhadores sobre duas rodas que circulam diariamente pelos acessos da Linha Vermelha e da Estrada do Galeão. O temor pela segurança da categoria aumentou diante da falta de respostas sobre o trajeto percorrido durante a corrida.
O que já se sabe sobre o caso
O desaparecimento completou mais de 30 dias sem que a família tenha recebido pedidos de resgate ou contatos de terceiros. A comunicação com o telefone celular do motociclista foi interrompida logo nas primeiras horas em que a viagem teve início.
Parentes percorreram hospitais públicos, prontos-socorros da Zona Norte e o Instituto Médico Legal (IML) da Leopoldina, no Centro. Nenhum registro de atendimento com o nome do trabalhador deu entrada nas unidades de emergência de saúde do município.
As circunstâncias exatas do embarque do passageiro ainda permanecem sob apuração. Colegas relatam que o mototaxista costumava atuar em horários comerciais e raramente aceitava chamadas para áreas desconhecidas sem avisar a central do ponto informal.
Quem responde por isso
A ocorrência foi formalizada junto à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que instaurou procedimento para investigar o caso. A apuração inicial fica a cargo da delegacia da região de origem do trajeto com auxílio da 37ª Delegacia de Polícia (Ilha do Governador) e da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).
Os investigadores trabalham no rastreamento de sinais telefônicos e na checagem de câmeras de segurança instaladas ao longo dos acessos à Ilha do Governador. Agentes buscam identificar se o veículo cruzou as pontes que conectam o bairro à malha viária metropolitana.
O 17º Batalhão de Polícia Militar (Ilha do Governador) mantém o patrulhamento de rotina reforçado nos eixos principais, enquanto o comando da corporação orienta que qualquer situação suspeita seja comunicada imediatamente pelo telefone de emergência.
Como denunciar
Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro do mototaxista ou detalhes sobre a motocicleta pode acionar o Disque Denúncia do Rio de Janeiro. O contato pode ser feito a qualquer hora do dia ou da noite, com garantia de sigilo absoluto:
- Telefone central: (21) 2253-1177
- Ligação gratuita e WhatsApp: 0300 253-1177
- Aplicativo oficial: Disque Denúncia RJ (disponível para celulares)
- Polícia Militar para emergências: 190
O serviço funciona 24 horas ininterruptas e recebe denúncias de forma totalmente anônima, sem a necessidade de o comunicante informar nome ou documento.
O que fazer se um familiar desaparecer
Em caso de desaparecimento de pessoas, a orientação das autoridades de segurança é agir com rapidez. Ao contrário do mito popular, não é necessário aguardar o intervalo de 24 horas para procurar ajuda oficial.
O parente de primeiro grau deve comparecer à delegacia mais próxima com documentos pessoais da vítima, fotografias recentes e detalhes sobre roupas e pertences. Qualquer pista sobre modelo e placa de veículo, últimos contatos telefônicos ou histórico de rotina deve ser entregue aos policiais no momento do registro do boletim de ocorrência.














