O acidente em que o motorista derrubou passarela na rodovia Rio–Teresópolis, deixando um homem morto, segue sob investigação e terá seu desfecho definido pela perícia. Rafael Silva, responsável pelo caminhão que atingiu a estrutura na manhã de quarta-feira (19), afirmou à Polícia Civil que não percebeu que a caçamba estava levantada. Ele prestou depoimento na 65ª DP (Magé) nesta quinta-feira (20) e acabou liberado em seguida.
A queda da passarela ocorreu na altura da Vila Inca, no sentido Guapimirim, e atingiu o carro dirigido por José Antônio Mendes, de 62 anos, que morreu na hora. Rafael e outros dois ocupantes do caminhão sofreram apenas ferimentos leves. Desesperado com o acidente, o motorista desceu imediatamente do veículo pedindo ajuda, segundo relato de uma testemunha que chegou ao local minutos depois da colisão.
Agora, a Polícia Civil aguarda o laudo técnico que vai indicar se houve falha mecânica — como um travamento do sistema hidráulico — ou se a caçamba ficou erguida por descuido. De acordo com profissionais do hospital municipal de Magé, Rafael chegou à unidade bastante agitado, mas sem lesões aparentes, recebeu medicação e teve alta pouco depois.
A tragédia reviveu lembranças de um episódio semelhante ocorrido há dez anos. Em janeiro de 2014, um caminhão também com a caçamba levantada derrubou uma passarela na Linha Amarela, deixando quatro mortos e seis feridos. Agora, familiares da vítima e autoridades aguardam respostas sobre o que provocou o acidente mais recente na Rio–Teresópolis, que segue sendo apurado pela Polícia Civil.














