O motorista de aplicativo Gabriel Dias Fernandes, de 31 anos, morreu após ser brutalmente espancado durante um assalto na Baixada Fluminense. O corpo do trabalhador foi localizado em Japeri, logo depois de o veículo dele ter sido achado abandonado em Queimados.
Investigação aponta morte de motorista após roubo de carro na Baixada
Gabriel desapareceu logo depois de sair de casa para mais um dia de trabalho ao volante. A rotina foi interrompida de forma violenta quando criminosos interceptaram o condutor para roubar o veículo. Pouco tempo depois do sumiço, o carro do motorista foi avistado batido na comunidade do Morro do Coco, localizada no município de Queimados.
Momentos após a localização do automóvel danificado, a polícia encontrou o corpo de Gabriel no município vizinho de Japeri. As marcas de agressão extrema causaram revolta entre parentes e amigos. De acordo com relatos da própria família da vítima, a gravidade dos ferimentos provocados pelos agressores impediu que a despedida ocorresse com a urna aberta no velório realizado no cemitério de Engenheiro Pedreira.
Em desabafo nas redes sociais, familiares afirmaram que receberam relatos apontando a participação de seis adolescentes na abordagem criminosa. Eles pedem punição rigorosa aos culpados, independentemente da faixa etária. O sepultamento ocorreu um dia após a localização do corpo, e uma missa em homenagem à memória do condutor foi organizada na Paróquia Senhor do Bonfim, em Engenheiro Pedreira.
O que já se sabe sobre a apuração policial
O caso está sob responsabilidade direta da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, a DHBF. Os investigadores realizam diligências para traçar o trajeto percorrido pelo motorista desde a última corrida registrada até o ponto onde o corpo e o veículo acabaram abandonados.
A perícia técnica foi realizada no automóvel recolhido no Morro do Coco em busca de impressões digitais, fragmentos genéticos e eventuais pistas deixadas pelos ocupantes. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que as apurações seguem em andamento, mas não divulgou oficialmente se suspeitos já foram identificados ou se mandados de apreensão e prisão chegaram a ser solicitados à Justiça.
Testemunhas que possam ter visto a movimentação do veículo durante a fuga dos assaltantes ou o momento em que o corpo foi deixado em Japeri estão sendo ouvidas pela equipe de investigações. Imagens de câmeras de segurança instaladas em vias públicas e comércios da rota entre os dois municípios também devem auxiliar os agentes.
Quem responde por isso e como acionar a delegacia
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense fica localizada na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, número 1.669, no bairro Vinte e Cinco de Agosto, em Duque de Caxias. A unidade especializada concentra os inquéritos de mortes violentas em toda a região e atende ocorrências em regime de plantão permanente de 24 horas.
Familiares de vítimas e moradores que necessitem acompanhar o andamento de procedimentos policiais na Baixada Fluminense podem comparecer pessoalmente à sede da delegacia especializada munidos de documento de identidade oficial com foto, comprovante de residência e o número do registro de ocorrência emitido no momento do atendimento inicial.
Como denunciar os responsáveis pelo crime
A colaboração da população é considerada fundamental para identificar os envolvidos no assassinato do motorista Gabriel Dias Fernandes. Qualquer informação sobre a rota usada pelos criminosos, paradeiro de suspeitos ou esconderijo de armas pode ser repassada de maneira totalmente sigilosa aos órgãos de segurança.
O canal principal de recebimento de pistas é a central do Disque Denúncia do Rio de Janeiro, que atende ininterruptamente pelo número de telefone (21) 2253-1177. As denúncias também podem ser encaminhadas pelo aplicativo oficial “Disque Denúncia RJ” ou pelo WhatsApp do programa, garantindo o anonimato absoluto de quem presta as informações.
Em situações de perigo imediato, flagrante de fuga ou emergência nas ruas de Queimados e Japeri, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro deve ser acionada diretamente por meio do telefone 190. O policiamento ordinário na região é executado pelo 24º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Queimados.
Como fica a rotina de quem trabalha na região
A morte de Gabriel amplia a sensação de insegurança entre profissionais autônomos e motoristas que atuam por meio de aplicativos de transporte na Baixada Fluminense. O trajeto entre Queimados e Japeri conta com trechos ermos e áreas conflagradas pela atuação de facções criminosas, o que frequentemente faz condutores recusarem viagens em determinados horários da noite e da madrugada.
Representantes da categoria alertam que motoristas devem redobrar os cuidados com corridas iniciadas ou finalizadas em locais de difícil acesso, além de compartilhar a localização em tempo real com familiares. As viagens pelas vias locais de Engenheiro Pedreira e arredores seguem sem alterações formais no trânsito, mas a categoria cobra maior presença de viaturas e blitzes de segurança nas rotas vicinais da Baixada.














