Morre cantor Netinho aos 60 anos; veja sintomas do linfoma

O cantor Netinho morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, após complicações causadas por um linfoma não Hodgkin. O quadro do artista evoluiu para falência renal e disfunção de múltiplos órgãos.

A perda do cantor, voz de sucessos populares como “Milla” e “Baianidade Nagô”, repercutiu no meio artístico e na política, além de chamar a atenção para os cuidados com a saúde e os sinais de tumores do sistema linfático.

Luta contra o linfoma e homenagens marcaram despedida de Netinho

Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, enfermidade que atinge as células de defesa do organismo e pode se espalhar com rapidez. O agravamento do quadro atingiu os rins e culminou na falência múltipla de órgãos.

Nas redes sociais, diversas personalidades prestaram solidariedade à família e aos amigos do artista baiano. O senador Flávio Bolsonaro (PL) lamentou publicamente a morte do cantor e destacou sua trajetória nacional na música:

Recebo com muita tristeza a notícia do falecimento do cantor Netinho. Um dos grandes nomes do axé, Netinho levou a alegria e a música da Bahia para todo o Brasil e marcou gerações. Meus sentimentos aos familiares, amigos e fãs.

A cantora Claudia Leitte também publicou homenagem nas redes, recordando momentos ao lado de Netinho. A filha do artista prestou homenagem ao pai, declarando seu amor e carinho após a perda.

Quais são os principais sintomas do linfoma não Hodgkin?

O linfoma não Hodgkin afeta o sistema imunológico e apresenta uma série de sintomas que muitas vezes são confundidos com infecções comuns. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a detecção precoce faz toda a diferença para o tratamento.

O trabalhador deve ficar atento a sinais persistentes no corpo. O Inca lista como principais manifestações clínicas:

  • Aumento indolor de gânglios (ínguas) no pescoço, nas axilas ou na virilha;
  • Febre diária ou intermitente sem causa aparente;
  • Suor noturno excessivo, a ponto de molhar a roupa de cama;
  • Coceira intensa na pele;
  • Perda de peso involuntária e sem motivo evidente.

Especialistas alertam que notar um caroço na virilha ou no pescoço que não desaparece em duas ou três semanas exige investigação médica imediata no posto de saúde mais próximo.

O que causa e quem tem maior risco de ter a doença?

O linfoma não Hodgkin possui mais de vinte subtipos diferentes e afeta com maior frequência indivíduos com mais de 60 anos de idade. Para o triênio de 2026 a 2028, a estimativa oficial do Inca aponta para mais de 12,5 mil novos registros anuais no território nacional.

Pessoas com imunidade debilitada, em uso contínuo de imunossupressores ou portadoras do vírus HIV têm maior vulnerabilidade ao problema. Além disso, infecções prévias pelos vírus HTLV1 e Epstein-Barr, assim como pela bactéria Helicobacter pylori, entram no grupo de fatores de atenção.

A exposição no ambiente de trabalho a determinados produtos químicos também amplia o risco. Trabalhadores que mantêm contato frequente com agrotóxicos, solventes orgânicos, benzeno ou radiação devem passar por exames ocupacionais regulares.

Como buscar diagnóstico e tratamento pelo SUS?

Quem apresentar sintomas suspeitos deve procurar a Clínica da Família ou o Posto de Saúde mais próximo da sua residência. A avaliação inicial do médico da atenção básica é o primeiro passo para o encaminhamento adequado.

Para confirmar a suspeita, o profissional solicita exames laboratoriais e de imagem, como tomografia computadorizada e biópsia do gânglio aumentado. A biópsia é o procedimento que determina o tipo exato do linfoma e guia a melhor conduta terapêutica.

No Estado do Rio de Janeiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta exames, cirurgias e quimioterapia por meio de centros especializados de referência, incluindo as unidades do próprio Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para o primeiro atendimento, basta apresentar documento oficial com foto e o Cartão Nacional de Saúde.

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