Metrô do Rio planeja expansão para Niterói, Recreio e Praça XV

O Governo do Estado do Rio de Janeiro fechou uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Coppe/UFRJ para estudar a expansão do metrô até São Gonçalo, Recreio dos Bandeirantes e Praça XV.

Parceria técnica analisa novos trilhos entre a capital e a Região Metropolitana

O acordo de cooperação técnica foi oficializado pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, reunindo a Casa Civil e a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram). O objetivo principal é criar bases técnicas, financeiras e ambientais antes de abrir licitações de obras estruturantes.

A iniciativa retoma planos antigos de mobilidade urbana aguardados há décadas pela população fluminense. Os levantamentos vão definir a viabilidade econômica de três frentes: a implantação da Linha 3, a extensão da Linha 4 na Zona Oeste carioca e o prolongamento da Linha 2 no Centro da capital.

Para quem enfrenta diariamente os congestionamentos na Ponte Rio-Niterói ou gasta horas em ônibus lotados na Zona Oeste, o avanço desses estudos representa a primeira etapa concreta para destravar o transporte de massa sobre trilhos. A análise também servirá para atrair financiamentos públicos e privados nos próximos anos.

Como funcionará o projeto da Linha 3 até São Gonçalo

O projeto mais aguardado do pacote é a implantação da Linha 3, desenhada para conectar a cidade do Rio de Janeiro aos municípios de Niterói e São Gonçalo. Esse trecho promete transformar a rotina de centenas de milhares de trabalhadores que cruzam a Baía de Guanabara todos os dias.

A Coppe/UFRJ já iniciou os levantamentos preliminares e avalia diferentes opções de traçado. Os pesquisadores analisam as condições do solo, densidade populacional e os pontos estratégicos para instalação das futuras estações nos centros urbanos da Baixada Litorânea.

O trajeto definitivo ainda não foi fechado pelo governo estadual. A equipe universitária estuda se a ligação entre as margens da baía será feita por túnel subaquático ou por outra alternativa de engenharia viável, considerando custos de manutenção e menor impacto ambiental.

O que muda na Linha 4 em direção ao Recreio

Na Zona Oeste da capital, os técnicos analisam a ampliação da Linha 4 a partir da Estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca. O traçado em estudo prevê levar os trens subterrâneos até o Terminal Alvorada e, em seguida, estender a malha até o bairro do Recreio dos Bandeirantes.

Atualmente, os passageiros que saem do Recreio e de bairros vizinhos como Vargem Grande e Jacarepaguá dependem exclusivamente da integração com o BRT para alcançar os trilhos do metrô. A expansão direta pretende reduzir baldeações e encurtar o tempo de viagem rumo à Zona Sul e ao Centro.

O estudo vai calcular o volume diário de novos usuários e a capacidade necessária de energia e composições. Essas informações permitirão saber se o modelo atual suporta a demanda sem gerar gargalos nos horários de pico matutino e vespertino.

Qual é o plano para a Linha 2 até a Praça XV

No Centro da cidade, o foco do estudo é a ligação entre a Estação Estácio e a Praça XV. O trecho completaria o traçado original da Linha 2, conectando a Pavuna e a Zona Norte diretamente ao miolo financeiro e à estação das barcas.

Com essa conexão, os usuários que chegam da Baixada Fluminense e da Zona Norte não precisarão mais disputar espaço na transferência da Linha 1 para acessar a área central. A medida também facilitará o transbordo integrado para os moradores de Niterói e da Ilha de Paquetá que usam o transporte aquaviário.

A avaliação da Coppe/UFRJ inclui o impacto no subsolo histórico do Centro e na malha viária existente, garantindo que eventuais escavações não afetem imóveis antigos nem as redes subterrâneas de utilidades públicas.

De onde virão os recursos e quais os canais de atendimento

Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda, a cooperação ocorre no mesmo momento em que o Estado renegocia suas dívidas com o BNDES. A intenção é reduzir encargos e alongar prazos para abrir espaço no orçamento fluminense voltado a obras de grande porte.

Como o projeto está na fase de estudos técnicos e ambientais, ainda não há calendário fixado para o início das obras físicas nem previsão de valores de tarifa para os novos ramais. Informações e andamentos do plano de mobilidade podem ser acompanhados junto aos canais oficiais do Estado:

  • Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram): atendimento ao cidadão e informações sobre projetos pelo site oficial transporte.rj.gov.br ou na sede situada no Centro do Rio.
  • Ouvidoria Geral do Estado do Rio de Janeiro: canal para sugestões e dúvidas da população pelo telefone 0800 285 0555 ou pela plataforma Fala.BR.
  • BNDES: relatórios técnicos sobre projetos de infraestrutura urbana são disponibilizados na página bndes.gov.br.
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